Um forte terremoto de magnitude 8,8 atingiu a Península de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, na madrugada desta quarta-feira, 30, horário local, provocando ondas gigantes e a chegada de tsunamis em várias regiões do Pacífico. Foram confirmados impactos na Rússia, Japão e nos Estados Unidos, incluindo o Havaí e partes da costa oeste americana.
De acordo com o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, as ondas já atingem a costa havaiana, com registro de uma onda de 1,21 metros na ilha de Oahu. O governo do Havaí ordenou evacuação em áreas de risco e orientou a população a manter a calma. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou os americanos a seguirem com atenção as instruções de emergência.
No Japão, ondas de até 1,3 metros atingiram a prefeitura de Iwate, no norte do país. Mais de 1,9 milhão de pessoas receberam ordens para evacuar áreas costeiras. As autoridades também confirmaram a chegada de tsunamis à ilha de Hokkaido, e alertam que novas ondas, possivelmente maiores, podem ocorrer nas próximas horas.
Na Rússia, ondas de até 4 metros foram registradas em partes de Kamchatka, e a região de Sakhalin enfrentou inundações. Embora não haja, até o momento, relatos de mortes, há feridos e danos estruturais. Equipes de resgate seguem em alerta. Uma creche foi destruída na região do epicentro.
Trabalhadores das usinas nucleares de Fukushima Daiichi e Fukushima Daini, no Japão, foram retirados preventivamente. Segundo a empresa operadora TEPCO, não há feridos nem alterações no funcionamento das instalações.
Além de Rússia, Japão e EUA, outros países da costa do Pacífico também emitiram alertas, incluindo China, Filipinas, Indonésia, Guam, Peru e Equador. As autoridades reforçam que o risco de novas ondas permanece por horas após o tremor inicial.
O terremoto foi o mais forte na região desde 1952. Segundo o Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências, tremores secundários de até 7,5 de magnitude podem ocorrer nas próximas semanas.
Fonte Agora No Vale






















































