TSE aprova criação do maior partido político do Brasil. Saiba qual é

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Diego Camargo

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta terça-feira (8), a formação de um novo partido, a União Brasil, resultante da fusão entre o DEM e o PSL. A aprovação, que já era esperada, foi unânime.

Com a fusão, a União Brasil torna-se, de imediato, a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 81 cadeiras, e o PT, a segunda maior, com 53 parlamentares. Dessa maneira, o novo partido passa a ter direito, em tese, à maior fatia do Fundo Partidário, algo em torno de R$ 160 milhões.

Pode ocorrer, contudo, significativa migração de parlamentares descontentes com a fusão. Para isso, os deputados devem aproveitar a chamada janela partidária, que permite, em um intervalo de tempo predeterminado antes das eleições para a Câmara, a mudança de sigla sem perda de mandato. Neste ano, a janela ficará aberta entre 3 de março e 1º de abril.

Em seu estatuto, a União Brasil se declara “social liberalista” e defende o papel do Estado como “regulador” da economia, focado em garantir à população serviços essenciais “como saúde, educação, segurança, liberdade, habitação e saneamento”.

Créditos: Agência Brasil


Tratativa para federação com MDB está avançada, diz presidente do União Brasil

Recém-criado após autorização do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o União Brasil está próximo de oficializar uma federação com o MDB. A informação foi dada na terça-feira (8) pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente do novo partido, em entrevista à CNN.

O União Brasil é resultado da fusão entre o PSL e o DEM. A nova legenda é a maior do Congresso Nacional, com 81 deputados e sete senadores. A sigla também possui três governadores (Goiás, Mato Grosso e Rondônia).

Apesar da robustez da nova agremiação, Bivar afirmou que o União Brasil está com tratativas “bem avançadas” para fechar a federação com o MDB. Pelas novas leis eleitorais, aprovadas no fim do ano passado, os partidos que fizerem a federação irão atuar como se fossem uma só legenda por pelo menos quatro anos.

“Já está bem avançado com o MDB. O MDB está consultando suas bases, assim como o União Brasil também está consultando suas bases. Não chegou nesse estágio ainda em outros partidos. Mas o MDB e o União, por si só, já dará uma grande força, e a gente pode ter uma representatividade extremamente significativa no novo Congresso Nacional que se fará em 2023”, afirmou Bivar.

O deputado afirmou, porém, que a decisão final sobre a oficialização ou não da federação com o MDB levará em conta os panoramas regionais de cada partido. “Com o Baleia [Rossi, presidente do MDB] já ficou bem definido. Todos nós concordamos em fazer essa federação. Agora é preciso sabermos em cada região, em cada estado, se há uma confluência e se não há grandes defecções. Se não houver grandes defecções, a federação será feita”, acrescentou.

Bivar disse ainda que, se, por algum motivo, as legendas optarem por seguir sem a federação, ambas manterão uma proximidade. “Se não tiver, estaremos juntos nessa comunhão de ideias para a gente criar uma nova opção de terceira via, que é o que todos querem nesse país.”

O presidente do União Brasil declarou ainda que também teve reunião com o presidente do PSDB, Bruno Araújo, para tratar sobre o mesmo assunto. Os tucanos também negociam uma federação com o MDB.

Candidatura à Presidência

Bivar reiterou o desejo de que o União Brasil tenha candidato à Presidência da República em 2022, mas abriu a possibilidade de renunciar à postulação para apoiar um nome de outro partido.

“Pode ficar certo de que o União Brasil terá candidatura própria ou coligando com partido que comungue com as mesmas ideias, mas que a gente não seja coadjuvante”, disse. Nesse sentido, também deixou em aberto a possibilidade de a legenda receber o ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro (atualmente no Podemos) para encabeçar o pleito.

Tamanho do partido

O deputado admitiu a possibilidade de que alguns parlamentares deixe o partido após a fusão. Mesmo assim, Bivar diz acreditar que a sigla fique ainda maior do que é atualmente. A expectativa é lançar entre 11 e 12 candidatos a governador neste ano.

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e pelas plataformas digitais.

Fonte: CNN Brasil