Tragédia de Estação: Adolescente não mostra arrependimento, diz delegado

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Taiana Camargo

O adolescente de 16 anos responsável pelo ataque que matou uma criança e deixou três feridos em uma escola de Estação, não demonstra arrependimento nem tem consciência do que fez, disse o delegado José Roberto Lukaszewigz, da 11ª Região Policial de Erechim, que interrogou o agressor após o crime.
Segundo o delegado, o adolescente assumiu a autoria dos fatos e, agora, a investigação se dedica a entender o que motivou o ataque.
Claramente ele tem uma perturbação mental: durante a entrevista, ele olhava para o lado e parecia estar falando com outra pessoa, como se fosse um amigo imaginário. É bem alterado e não demonstrou arrependimento nem tem consciência do que fez — disse o delegado.
A Justiça determinou a internação provisória do adolescente por 45 dias. O caso tramita em segredo de Justiça por envolver crianças e adolescentes. Nesse período, ele deve passar por julgamento e o tempo de internação pode chegar a três anos.
A Polícia Civil recolheu o aparelho celular do adolescente e faz uma varredura em seus acessos e redes sociais para identificar a possível motivação do crime:
— Estamos trabalhando com o Departamento de Informática da Polícia Civil, de Porto Alegre, que analisa o celular dele. Em depoimento, ele não especificou qual a motivação para o ataque. Nas entrevistas que tivemos, demonstrou claramente o desvio psicológico. O quadro médico não está esclarecido, disse o delegado. O adolescente havia tido uma consulta com psiquiatra no dia anterior ao ataque, mas não é possível afirmar que qualquer diagnóstico tenha relação com o ato de violência.
— A família tinha conhecimento desse quadro, mas nunca houve qualquer ato violento antes. Ele não tinha antecedentes policiais, nunca brigou com ninguém na escola nem tinha inimigos, por exemplo. Tanto é que (o adolescente) disse que escolheu a escola aleatoriamente — disse o delegado.
Além da criança que morreu e dos três feridos, há pelo menos outros quatro alunos que se feriram em meio ao ataque com menor intensidade.
Fonte GZH