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Sem movimentos do corpo, soldado baleado em assalto a banco precisa de ajuda para tratamento

Diego Camargo

Diego Camargo

Na noite de 30 de novembro de 2020, o soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, de 32 anos, iniciava mais um plantão no 9º Batalhão da PM, em Criciúma, no Sul do Estado. Uma noite comum, com algumas ocorrências de pouca relevância, mudaria em instantes a vida do soldado que se dedicava pelo bem da sociedade.

Entre o final da noite de segunda-feira, dia 30, e início da madrugada daquela terça-feira, dia 1º, um cenário de guerra tomou conta da cidade. Incêndios, vias da cidade bloqueadas, dinheiro espalhado pelas ruas e reféns como escudos foram alguns dos atos registrados durante o maior ataque a uma agência do Banco do Brasil em Santa Catarina.

Durante o ataque dos criminosos, o batalhão da PM, onde Esmeraldino estava, foi alvejado por diversos disparos de arma de fogo. O soldado foi ferido no abdômen por um tiro de fuzil. Começava então uma luta pela vida de Jeferson.

Após mais um mês na UTI e dois meses de hospital, o soldado recebeu alta, e a pedido da família, informações desencontradas não detalhavam o verdadeiro estado de saúde de Esmeraldino. Situação que mudou na última semana. Como pedido de socorro, a família e a igreja Assembleia de Deus de Tubarão divulgaram um vídeo onde mostram Jeferson e pedem a ajuda da comunidade (veja mais abaixo).

Família pede ajuda para custear tratamento em casa.

Deitado em uma maca improvisada na sala da casa da mãe e sem os movimentos do corpo, o soldado ainda luta para sobreviver e conta com a ajuda de uma equipe multidisciplinar e da mãe Sandra Aparecida, 55 anos, para as tarefas mais simples do dia.

Segundo Sandra, que é técnica de enfermagem, o tiro que atingiu o abdômen de Esmeraldino, afetou o fígado, os dois pulmões, rins e resultou na retirada de 25% do estômago. Após oito dias intubado, Esmeraldino teve uma melhora considerável e pôde conversar por vídeo chamada com a mãe.

“Ele conversou comigo e disse ‘mãe, vai dar tudo certo, ora por mim’ e me mandou um beijo e disse que me amava muito”, relembra Sandra.

Mais tarde, no mesmo dia, o soldado sofreu uma parada respiratória: “Ele ficou dez minutos sem respirar, sendo reanimado pelos médicos. Isso ocasionou uma lesão na região da hipófise. Com essa lesão, ele perdeu a consciência e a movimentação do corpo, hoje ele não atende comandos, ele só pisca”, relata a mãe.

Jeferson recebe auxílio da PM e conta com cuidados de uma equipe composta por fonoaudiólogos, fisioterapeutas e técnicos em enfermagem, que são pagos pela corporação. Mas para dar uma vida mais digna ao filho, Sandra e a família buscam a ajuda da comunidade para a construção de uma edícula.

O espaço deve ser construído em anexo à residência da família, onde Esmeraldino terá mais conforto e os profissionais da saúde terão melhores condições de atendimento. Além disso, a família necessita de ajuda financeira para custear fraldas, produtos de higiene e limpeza e outros itens.

“Teria a clínica de polícias, mas não é isso que eu quero para meu filho, eu quero que ele fique do meu lado, recebendo todos os cuidado com o amor de mãe”, comenta Sandra.

Assista ao depoimento de Sandra:

As doações podem ser feitas através da conta de Sandra: 

 

SANDRA APARECIDA NUNES (mãe do soldado Esmeraldino)

CPF: 966.611.789-49

CHAVE PIX: 96661178949

 

CONTA:

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Agência: 0425

Conta-Poupança: 935972616

Dígito Verificador: 3        Tipo: 1

 

Fonte: Oeste Mais