Um caso que chocou Joinville, no Norte de Santa Catarina, ganhou um novo capítulo: o suspeito de matar e esconder o corpo de Vanessa de Lima embaixo de uma cama foi acusado por homicídio e outros crimes na Justiça, cerca de um mês após o assassinato.
Na segunda-feira (23), a Polícia Civil havia concluído o inquérito sobre a morte da vítima e indiciado J.F.A., que morava com Vanessa há cerca de 15 dias à época do crime. Agora, ele foi denunciado pelo Ministério Público na Justiça.
Segundo o MP, o homem, que está foragido, teria matado a mulher diante da recusa dela em praticar sexo com ele. Sem oferecer qualquer possibilidade de defesa à vítima, ele a golpeou com 14 facadas.
O crime aconteceu na presença do filho da mulher, de apenas 1 ano e 8 meses, que morava no mesmo apartamento.
Após o homicídio, o acusado escondeu o corpo de Vanessa embaixo de uma cama e abandonou a criança em uma rua, a uma distância considerável do apartamento, durante uma madrugada de frio. O menino vestia apenas fralda e regata e foi encontrado horas depois, já pela manhã.
Para o promotor de Justiça Ricardo Paladino, o homicídio possui quatro qualificadoras: motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima, uso de meio cruel e feminicídio – crime praticado contra a mulher no âmbito de relações domésticas.
O acusado também foi denunciado por abandono de incapaz e fraude processual, pois teria alterado a cena do crime ao esconder o corpo e lavar a casa e as roupas na intenção de encobrir os vestígios.
Relembre o caso
Tudo começou quando o bebê de 1 ano e 8 meses, filho de Vanessa, foi encontrado sozinho em uma rua do bairro Paranaguamirim no dia 23 de julho. O Conselho Tutelar foi acionado, mas, naquele momento, não se sabia da ligação da criança com a mãe.
Já no dia seguinte, o corpo de Vanessa foi encontrado embaixo de uma cama no apartamento em que ela vivia, no mesmo bairro. Ela estava envolvida por um lençol no corpo e em seu pescoço.
Fonte: ND+ │ Foto: Divulgação
Detento denunciado pela morte de um colega de cela com 49 golpes é condenado
Um detento denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pela morte de um colega de cela na Penitenciária Industrial de Chapecó foi condenado pelo Tribunal do Júri na sexta-feira, dia 20.
A Promotora de Justiça Substituta Marina Saade Laux sustentou que o crime foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima porque não havia como fugir ou buscar ajuda por estarem dentro da cela.
Érico Fernando Fidélis e Jonathan Willian Oliveira teriam se desentendido em 2016 quando conviveram na mesma cela. Eles teriam brigaram porque Jonathan teria criticado a limpeza que Érico fez no local.
Em 29 de abril de 2020, eles voltaram a conviver na mesma cela. Érico, então, utilizou um instrumento semelhante a uma chave de fenda para golpear o colega de cela, por 49 vezes, até a morte.
O MPSC defendeu perante o Júri que o réu utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima.
Érico Fernando Fidélis foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença, sendo condenado à pena de 17 anos e seis meses de reclusão por homicídio qualificado.
A decisão é passível de recurso, mas, como o detento já cumpre pena por outros crimes, não poderá recorrer em liberdade.






















































