RS: alerta para transmissão da doença ‘mão-pé-boca’ em crianças

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Diego Camargo

Uma doença comum e antiga, mas popularmente pouco conhecida, vem chamando atenção e preocupando pais e médicos especialmente do Vale do Taquari pelo rápido contágio entre crianças em idade escolar da educação infantil. Transmitida pelo CoxSackievirus, a ‘mão-pé-boca’ provoca lesões nas mãos, pés e boca, como o nome sugere. Por isso é preciso que pais tenham atenção e estejam alertas para o contágio.

Diversas cidades gaúchas já registram a transmissão da doença, em especial no ambiente escolar. As escolas que registraram casos estão fazendo a higienização dos espaços para amenizar a transmissão. Mas os pais devem ficar atentos e em ao observarem qualquer sintoma, em especial febre, já devem deixar a criança isolada para evitar propagação do vírus.

De acordo com a pediatra Cintia Gerhardt de Cruzeiro do Sul, a doença é chamada de síndrome mão-pé-boca e acomete, principalmente, crianças menores de cinco anos. “É uma doença transmitida por via direta ou indireta. Mas de rápido e fácil contágio.” As lesões são do tamanho de grãos de arroz que acometem, principalmente, mãos, pés e boca, mas podem acometer outras partes do corpo, como joelhos, genitália e nádegas. “Essas lesões vão evoluindo e se tornando pequenas feridas.”

Sobre o caso de crianças com convulsão, a médica explica que geralmente é causado pela febre e não pelo vírus.

“A doença mão-pé-boca é altamente contagiosa.”

Principais cuidados para prevenção neste momento são evitar o contato com secreções, lavar as mãos antes e depois de cuidar da criança e cobrir a boca ao tossir.

Principais sintomas do mão-pé-boca’

-febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
-surgimento de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas na boca, amígdalas e faringe;
-erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
-mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
-dificuldade para engolir e muita salivação por causa da dor.

Tratamento para o ‘mão-pé-boca’

Não há tratamento específico para essa doença. Segundo Cintia o tratamento é feito com medicação sintomática. Como a maioria das viroses ela é autolimitada e passa em alguns dias. Deve ser feito repouso, oferecidos líquidos e alimentação conforme a aceitação.

Transmissão da doença

O período de transmissão da doença pode anteceder o aparecimento das lesões. Algumas crianças, antes de apresentarem sintomas, já podem transmitir.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença mão-pé-boca é comum na infância, com poucos casos registrados em adultos. A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados.

Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Fonte: Agora no Vale