Eduardo Leite está a um passo de se filiar ao PSD para se candidatar a presidente

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Diego Camargo

Até às 15h de segunda-feira (14), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrava-se ainda muito inseguro sobre qual caminho seguir – a reeleição ao governo do Estado ou tentar o voo nacional pelo PSD.

Mas, às 16h do mesmo dia, essa incerteza se dissipou.

O motivo da mudança foi o teor de uma conversa que teve com Gilberto Kassab – o encontro foi antecipado pela jornalista Andreia Sadi.

Nele, Kassab foi cristalino: se o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de fato desistir de disputar a Presidência da República, a cédula será de Eduardo Leite.

O script é o seguinte: Pacheco daria sua resposta definitiva nos próximos dias em um encontro com Kassab. Depois disso, caso de fato opte por sair do páreo, o nome de Leite seria formalizado.

“Em dez dias, tudo isso se resolve”, disse uma fonte do Rio Grande do Sul ao blog.

Para disputar a Presidência, Leite terá que renunciar ao mandato de governador até 2 de abril. Já tem até o discurso pronto: atender a um chamado nacional.

Ele perdeu as prévias do PSDB para João Doria no ano passado, mas a vontade de tentar o governo federal jamais passou.

Claro que tudo depende de Pacheco, que tem dois caminhos: entrar na briga pelo Palácio do Planalto ou tentar a reeleição ao comando do Senado (caminho considerado politicamente mais seguro).

Na conversa entre Eduardo Leite e Gilberto Kassab, o governador repetiu o que já havia dito publicamente: a bola está no pé de Pacheco. Se soltar, Leite entra em campo.

Fonte: g1 │ Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini