Polícia conclui que professor praticou abusos sexuais contra crianças em Marau; Ele está preso em Getúlio Vargas

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Taiana Camargo

A Polícia Civil de Marau, concluiu nesta quarta-feira, 26, as investigações que apontam um professor de 34 anos como responsável por diversos abusos sexuais contra crianças e adolescentes na cidade.
O homem está preso preventivamente desde dezembro e começou a ser investigado em julho de 2024, quando denúncia anônima apontou o comportamento inadequado do professor com crianças em vulnerabilidade social em entidade que atua no turno inverso ao escolar.
Com mais de 800 páginas, o inquérito foi finalizado e indicia o professor por estupro de vulneráveis e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê punição para aliciamento, assédio e contato sexual com menores. O documento foi encaminhado ao Judiciário.
Conforme a escrivã Marina Medeiros Costella, da Delegacia da Mulher e Vulneráveis de Marau, que liderou as investigações com o delegado Norberto Rodrigues, o professor mantinha contato excessivo com as famílias das vítimas e levava as crianças para passar momentos em sua casa.
— Ele conquistava a confiança dos pais e das crianças, oferecendo presentes e se aproximando de forma inadequada — relatou.
Na investigação, os policiais colheram depoimentos de funcionários da entidade, pais e supostas vítimas. Eles também tiveram acesso a dispositivos eletrônicos e celular do professor após mandado de busca e apreensão.
Ao verificar os dispositivos, a investigação identificou conversas inadequadas do professor com as crianças, nas quais ele se referia a elas como “gatinho” e expressava desejo de se casar com os menores. Todas as vítimas eram meninos.
Na investigação, mais de cinco crianças confirmaram ter sofrido abusos sexuais por parte do suspeito, incluindo um menor que é parente dele.
Outra descoberta foram pesquisas e acessos a conteúdos de cunho sexual envolvendo crianças, evidenciando um comportamento pedófilo.
O professor está preso preventivamente no Presídio Estadual de Getúlio Vargas.

Fonte GZH 

Foto Divulgação