PF apreende Ferrari e até réplica do carro do Senna em operação contra fraudes no INSS

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Taiana Camargo

A Polícia Federal (PF) realizou nesta sexta-feira, 12, uma operação em São Paulo e no Distrito Federal que resultou na apreensão de quadros, esculturas eróticas, armas e carros de luxo, incluindo uma Ferrari e um Porsche, em endereços ligados a suspeitos de fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
A Ferrari F8 é avaliada em R$ 4 milhões. Também foram apreendidos uma réplica da McLaren MP4/8, modelo utilizado por Ayrton Senna na temporada de 1993 da Fórmula 1, dinheiro, relógios e móveis de luxo, quadros, esculturas e armas.

Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e no Distrito Federal, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Em Brasília, a PF apreendeu veículos e dinheiro em espécie.

A investigação, denominada Operação Cambota, apura desvios e fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, que teriam causado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Segundo as apurações, associações e entidades cadastravam aposentados sem autorização, utilizando assinaturas falsas, para descontar mensalidades diretamente dos benefícios. Em alguns casos, a mesma pessoa era filiada a múltiplas entidades, com erros de grafia idênticos nas fichas.

Entre os alvos da operação está um advogado que tem colaborado com as autoridades, segundo sua defesa, e nega envolvimento em irregularidades.

De acordo com as investigações, entre 2023 e 2024 foram feitas transferências de grandes quantias para pessoas relacionadas a servidores do INSS. O esquema também envolvia o pagamento de propina a funcionários para obter dados de beneficiários e viabilizar os descontos fraudulentos.

A fraude veio à tona em abril, levando à demissão do então presidente do INSS.

No total, a operação busca desarticular uma rede que criava associações de fachada, muitas vezes presididas por idosos ou pessoas de baixa renda, que serviam para formalizar os descontos irregulares e desviar recursos públicos.

Fonte Agora No Vale