Os bastidores da investigação que evitou um mega-assalto em SC

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Diego Camargo

Os planos de um mega-assalto que estava sendo organizado por criminosos da região Norte de Santa Catarina e prestes a acontecer foi interrompidos por uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina, que descobriu todo o esquema a tempo em janeiro deste ano, quando estourou o local onde o grupo vinha se organizando.

Segundo informações da Polícia Civil, o assalto seria parecido com o que aconteceu em Criciúma, no Sul do Estado, em 30 de novembro de 2020. Uma noite de terror que ficou para história.

Segundo o Delegado de Polícia Civil, Murilo Batalha, na primeira fase a investigação conseguiu prender três pessoas em uma operação deflagrada em Joinville onde um criminoso da cidade foi preso. Outras duas pessoas no Estado de São Paulo.

Os três foram autuados em flagrante por crime de organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e receptação.

Segundo Batalha, o material apreendido em janeiro mostrou o tamanho do estrago que os criminosos planejavam fazer. Entre os materiais apreendidos, três fuzis ak 47, fabricados na Iugoslávia. Armas utilizadas por terroristas islâmicos e traficantes cariocas. Munições, coletes a prova de bala e várias caixas de explosivos foram encontrados em um galpão em Araquari, Norte de Santa Catarina.

Já na segunda parte da operação, batizada de “Caixa Verde”, três mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Joinville e Garuva e no Estado de São Paulo. O nome da operação – “Caixa Verde” – decorre dos criminosos utilizarem dezenas de caixas plásticas de cor verde para o transporte dos explosivos, armas e equipamentos.

Em Joinville, a prisão ocorreu no bairro Jarivatuba, zona Sul da cidade. Segundo o delegado Murilo Batalha, que conduziu a operação de janeiro e participou das investigações, um homem preso na semana passada também seria integrante da organização criminosa presa pela DIC de Joinville em janeiro de 2022.

Tem antecedentes por crimes de roubo e de furto em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná. O criminoso também teve participação em todo o material apreendido: fuzis, explosivos e carros.

“Com o avanço das investigações em conjunto com a DEIC, identificamos outras pessoas e cumprimos os mandados”, reforçou Murilo Batalha.

Além de Joinville, dois homens foram presos em São Paulo. Um deles, de 50 anos, tem longo histórico criminal envolvendo diversos roubos a bancos e de cargas, desde a década de 1990, confrontos com policiais, além de seis fugas do sistema prisional. O criminoso, classificado pela polícia como ‘extremamente perigoso’, estava foragido desde 2018, usava nome falso sendo preso em Taboão da Serra (SP), local onde morava atualmente. Um terceiro homem foi preso temporariamente em São Paulo, na Vila Brasilândia. Para a polícia, o grupo é maior que se pensa. O crime teria a participação de 30 ou mais pessoas.

Por pouco, Santa Catarina não se tornou novamente palco de uma noite de terror e violência.

“É uma ação que os criminosos em que pese haja um planejamento. O planejamento não avalia os possíveis óbitos e riscos que podem ser causados. Quando se fala em risco, não é somente para as forças de segurança e sim para a população que acaba sofrendo com a ação desses criminosos”, concluiu Murilo Batalha.

Fonte: ND+ │ Fotos: Polícia Civil