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Operação Verão: Mais de 900 banhistas no Estado sofrem ferimentos causados por águas-vivas

Taiana Camargo

Taiana Camargo

Neste ano, os frequentadores das praias gaúchas devem redobrar sua atenção. Além do perigo comum de afogamento, a presença abundante de águas-vivas, criaturas capazes de causar sérias queimaduras na pele humana, adiciona um elemento de risco para aqueles que se aventuram no mar. Esses seres, quase transparentes, dificultam sua detecção nas águas, e muitas vezes os banhistas só percebem sua presença após experimentarem as dolorosas queimaduras, que podem ocorrer nas pernas, braços, mãos e até mesmo no rosto.

A intensidade da dor causada pode ser tão aguda a ponto de favorecer incidentes de afogamento. Recentemente, milhares de águas-vivas cobriram uma extensa faixa de areia na Praia do Cassino, em Rio Grande. Biólogos explicam que esse acúmulo na areia geralmente envolve indivíduos que morreram após o período reprodutivo. Embora seja esperado que esse fenômeno ocorra entre novembro e o início de dezembro, este ano a ocorrência persiste até janeiro, possivelmente devido aos elevados índices de chuva, conforme explicado pelos especialistas.

Infelizmente, essa situação já resultou em centenas de casos de ferimentos no Estado nesta estação. O Tenente Paulo Roberto, dos Bombeiros, informou durante sua participação diária na Operação Verão, diretamente do litoral gaúcho, que já foram registrados 978 casos de queimaduras neste ano, abrangendo todas as áreas. Em locais com bandeira roxa, indicando o problema, os banhistas são alertados a não entrar na água. Uma solução com vinagre é aplicada para neutralizar as toxinas, mas casos em que a pessoa apresenta febre podem exigir cuidados médicos, conforme alertou o Tenente.

 

Informações Rádio Uirapuru