O que diziam as pesquisas presidenciais em 2018?

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Diego Camargo

As pesquisas eleitorais sempre levantam debates entre a população. Com o advento das redes sociais, as opiniões sobre os retratos momentâneos da intenção de voto dos eleitores ficam cada vez mais explícitas.

A confiança ou não em cima dos números apresentados é colocada em pauta, com aplausos ou críticas, a depender do resultado. Mas afinal, dá para confiar em pesquisa eleitoral? Os números refletem o resultado nas urnas?

O Portal Oeste Mais fez um levantamento das pesquisas eleitorais divulgadas nas eleições de 2018, com números dos dois maiores institutos do país ― Datafolha e Ibope (hoje Ipespe).

No primeiro turno, entre os dias 22 de agosto e 6 de outubro, foram oito pesquisas divulgadas pelo Datafolha. Entre os dias 20 de agosto e 6 de outubro o Ibope divulgou nove pesquisas. Jair Bolsonaro liderou durante todo o período, em ambos os institutos.

Na última pesquisa, a dois dias da votação, Bolsonaro apareceu com 40%, contra 25% de Fernando Haddad, no levantamento do Datafolha. Na pesquisa do Ibope, divulgada no mesmo dia, Bolsonaro tinha 41% e Haddad 25%. O resultado nas urnas foi Bolsonaro com 46% e Haddad 29%, contando apenas os votos válidos (descontados brancos e nulos).

O que diziam as pesquisas no primeiro turno das eleições de 2018

Segundo turno

No segundo turno das eleições de 2018, disputado por Bolsonaro e Haddad, o Datafolha divulgou quatro pesquisas entre os dias 10 e 27 de outubro. O Ibope fez três levantamentos entre os dias 15 e 27 de outubro daquele ano.

O que diziam as pesquisas no segundo turno das eleições de 2018

Confiabilidade das pesquisas

Os institutos de pesquisa divulgam uma margem de confiabilidade e de possibilidade de erro sobre cada levantamento.

No caso do Datafolha, o índice de confiança é de 95%. Ou seja, de cada 100 pesquisas, 95 terão resultado parecido, dentro da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O Ipespe (antigo Ibope) tem margens parecida. Segundo o instituto, o índice de confiança de suas pesquisas é de 95,5%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Oeste Mais