Quanto esforço vale para fazer o bem? A auxiliar de enfermagem Geovânia Rodrigues, do Ceará, viajou quase 500 km para doar medula a um paciente compatível. Ela foi até Natal, no Rio Grande do Norte.
Para o portal Diário do Nordeste, Geovânia disse que, assim que recebeu a ligação do Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea), se prontificou na hora a ir para o Estado vizinho.
Como profissional de saúde, ela viu muita gente partir. Poder ajudar alguém, então, se tornou um presente. “Nada é mais gratificante”, diz. Há cinco anos, seu pai também morreu.
“Quem quiser fazer o bem, faça agora. Às vezes não precisa de nada pra fazer o bem”, orienta. Ela fez o cadastro no Redome, há 10 anos, para ser doadora de sangue. Lá, foi convidada a também disponibilizar medula.
Sobre a doação
Ela iniciou os exames para o procedimento nesta semana, em Natal, mas ainda não sabe quem vai receber a medula. Geovânia afirma, no entanto, que faz questão de conhecer a pessoa depois do processo.
“O incômodo da anestesia é um instante. O alívio para quem vai receber é para toda uma vida”, lembra a auxiliar de enfermagem. “Lá atrás, quando me perguntaram se eu queria ser doadora, algo me dizia que isso iria acontecer comigo. E aconteceu. Se a gente for ver, é tão simples. E ainda pode salvar uma vida”, completa.
Todos os procedimentos, incluindo o voo para Natal, capital do Rio Grande do Norte, são custeados pela Redome.
Fonte: Diário do Nordeste │ Foto: Arquivo Pessoal






















































