A recém-inaugurada UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal do Hospital Azambuja, em Brusque, no Vale do Itajaí, recebeu na manhã de terça-feira (12) os trigêmeos Vitor Hugo, Victor e Valentim. Eles são filhos da Aline da Silva Costa, de 28 anos, e de Elisandro Antunes, 32 anos.
A gestação de trigêmeos não é a primeira de múltiplos de Aline: ela também é mãe dos gêmeos Vinicius e Vicente, de 10 meses. Além dos pequenos, o casal são pais de Jenifer, 10 anos, Tales, 8 anos, e Mariah, de 4 anos. Agora, são oito crianças.
O casal é de Criciúma, no Sul do Estado, e Aline foi encaminhada à Brusque pela Central de Regulação do Estado, diante da disponibilidade de vagas para internação dos bebês, que nasceram de 33 semanas e seis dias, na UTI Neonatal do Hospital Azambuja, inaugurada no último dia 28 de junho.
A gravidez dos trigêmeos foi descoberta quando Aline já estava com 22 semanas de gestação. Ela conta que não desconfiava da gravidez, pois ainda amamentava os gêmeos Vinicius e Vicente e se recuperava do parto. Porém, buscou consulta médica, pois começou a sentir um desconforto. “O médico pediu alguns exames, entre eles o de urina, e não sinalizou gravidez. Foi então que eu pedi um ultrassom e apareceu. Para mim, foi um choque, trigêmeos! Meu marido ficou todo faceiro”, lembra ela.
Até o parto, esta semana, Aline enfrentou alguns desafios na gestação. Pressão alta e diabete gestacional preocuparam a mãe, que ficou internada no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma. Como as vagas em Brusque estavam disponíveis para acolher os bebês, ela foi transferida para o Vale. “Em Criciúma não há mais leitos de UTI Neonatal, então fui encaminhada para cá e fomos muito bem recebidos aqui”, conta.
Em Brusque na companhia do marido, operário de uma empresa metalúrgica, o objetivo de Aline agora é se recuperar bem e estar próxima dos bebês. A família já recebeu doações de roupinhas para os trigêmeos.
Fonte: ND+ │ Foto: Hospital Azambuja
Investigação é feita após criança de 2 anos morrer em hospital superlotado de SC
A morte de uma criança de 2 anos, que ocorreu na madrugada da última segunda-feira, dia 11, no Hospital Infantil Joana de Gusmão em Florianópolis, está sendo investigada para apurar a conduta do atendimento.
Segundo divulgado pelo g1, os leitos pediátricos e neonatais da unidade estão superlotados. Em âmbito estadual, a taxa de ocupação de UTIs pediátricas é de 99,15%. Em relação aos leitos neonatal, 186 das 191 vagas no Estado estão ocupadas.
O óbito confirmado foi de uma menina que havia passado por outras unidades de saúde e, quando chegou no hospital estadual, na noite de domingo, dia 10, foi encaminhada à sala de emergência onde seria estabilizada, mas devido a gravidade, não resistiu.
Conforme informado pelo hospital ao g1, a menina apresentava problemas respiratórios. A equipe investiga se ela tinha alguma outra doença associada.
No dia 13 de junho, há um mês, outra criança acabou morrendo no mesmo hospital. Se trata de um bebê de dois meses, que sofreu três paradas cardíacas e não resistiu. A menina estava à espera de uma vaga de UTI na unidade, segundo relatou a mãe ao g1.
Uma funcionária do hospital de Florianópolis disse que as crianças demoram para serem atendidas por conta da alta demanda. Este caso também segue em investigação.
O que diz a Saúde:
“A Secretaria de Estado da Saúde se solidariza com a família da criança que veio a óbito no Hospital Infantil Joana de Gusmão e informa que a paciente chegou à unidade de saúde em estado demasiadamente agravado, sendo que a equipe prestou todo o atendimento possível. Por conta da condição clínica, a criança foi conduzida diretamente ao atendimento de sala vermelha e, apesar dos esforços, evoluiu para o óbito rapidamente.”





















































