Lei polêmica permite que homem bata em mulher uma vez ao ano

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Diego Camargo

O combate à violência contra a mulher é uma constante no Brasil, tanto que, em 2015, foi criada a lei do feminicídio para endurecer as penas em casos extremos de violência.

Mas, não são todos os países que trabalham para combater as práticas abusivas e a violência doméstica. Uma lei polêmica voltou a ser alvo de discussão na Rússia, quatro anos após ser sancionada pelo presidente Vladimir Putin. A lei permite a violência doméstica, descriminalizando as agressões contra as mulheres.

De acordo com a lei, que foi previamente aprovada pelo Congresso antes de receber a sanção do presidente, se um homem agredir a companheira ou os filhos, mas não deixá-los com marcas ou inválidos, ele não será preso.

A lei permite que o homem bata na mulher e nos filhos desde que não deixe marcas severas ou quebre ossos. Ele será “condenado” apenas a pagar multa ou praticar trabalho voluntário. Além disso, o homem tem o “direito” de agredi-los uma vez por ano, quem deixar marcas ou extrapolar o “limite” pode ter penas mais duras.

Neste ano, a discussão voltou à tona depois que uma mulher denunciou e requereu mudanças. Ela expôs o próprio caso: foi agredida diversas vezes pelo irmão que, embora reincidente, foi condenado a 100 horas de trabalhos comunitários em 2019.

As associações especializadas em violência doméstica na Rússia estimam que 16,5 milhões de mulheres sejam vítimas de violência no país. Militante por mais repressão a esse tipo de crime, a deputada Oksan Pushkina estimou que, no final de 2019, 80% das famílias russas são afetadas pela violência doméstica.

Fonte: ND+ │ Foto: Reprodução


Filho mumifica corpo da mãe para continuar recebendo a aposentadoria dela

Um homem mumificou a mãe, de 89 anos, que morreu há mais de um ano, para continuar recebendo os benefícios dela, em Innsbruck, na Austrália. A polícia local descobriu o corpo da mulher no porão da casa no último sábado (4). Conforme o homem, de 66 anos, a mulher teria morrido de velhice em junho do ano passado.

De acordo com o depoimento do filho da vítima, no início, ele tentou preservar o corpo da mãe usando gelo e envolveu o corpo em bandagens para absorver qualquer fluido corporal. “Quando ele ficou sem todas essas coisas, ele cobriu sua mãe com areia de gato e, finalmente, o cadáver foi mumificado”, disse Helmut Gufler, encarregado da unidade de fraude da previdência social, à emissora pública ORF.

Durante o tempo em que o corpo estava escondido, outro filho da mulher chegou a ir até a casa, mas foi informado pelo irmão de que a idosa estava no hospital. Segundo a polícia, ele resolveu não visitá-la no suposto hospital porque presumiu que ela não o reconheceria devido à sua demência.

Conforme o jornal Sky News, o homem que morava com a mãe recebia a pensão e o auxílio-assistência pelo correio todos os meses. Em uma das entregas, o carteiro pediu para ver a idosa. O suspeito recusou a solicitação e foi denunciado às autoridades.

A polícia foi até a casa do suspeito e encontrou o corpo mumificado no porão. O homem foi acusado de fraude de benefícios e de esconder um cadáver. No total, o filho teria recebido cerca de € 50.000 (cerca de R$ 308 mil) após a morte da mãe.

Uma autópsia está sendo realizada no corpo, mas os policiais disseram que não há indícios de negligência de terceiros.