“Justiça por Vitor”: Familiares e pais de alunos vão às ruas após ataque em escola de Estação

Picture of Diego Camargo

Diego Camargo

Na manhã deste sábado, 12, familiares do pequeno Vitor, vítima fatal do ataque à Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, lideraram uma caminhada pelas ruas do município. Junto a pais de alunos e moradores, exigiram justiça, mais segurança e respostas claras do poder público — incluindo questionamentos sobre o número real de crianças feridas, que, segundo pais, são mais de 10 crianças. Com cartazes, o grupo seguiu da frente da escola e caminhou pelas ruas da cidade. 

“Protegeram o agressor enquanto nossas crianças sangravam”

Os manifestantes criticam duramente a postura de agentes públicos após o ataque. Segundo uma mãe, enquanto as vítimas precisavam de ajuda, o agressor foi “protegido”, escoltado e colocado na ambulância — atitude que, para eles, foi chocante e inaceitável. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver que o agressor é levado para dentro de uma ambulância da Secretaria de Saúde do município, nas imagens também aparece o então Secretário de Saúde, que é tio do agrassor, gritando: “Ninguém vai bancar o herói aqui, ninguém vai bater em ninguém!”. Logo após, Vítor é colocado na maca, desacordado. Só após populares retirarem o agressor do interior da ambuância, o pequeno Vítor foi devidadente socorrido. 

A tragédia poderia ter sido ainda pior não fosse a intervenção heroica de três figuras que se colocaram na linha de frente:

  • Professora Patrícia Zanoni Sbeghen, que se colocou entre o agressor e as crianças, recebendo facadas enquanto protegia os alunos.

  • Zelador Luis Carlos dos Santos, o “Tio Pelé”, que também interviu para conter o agressor e ajudou na evacuação da escola.

  • Mecânico Kauê Xavier, entrou na sala onde estava o agressor e levou Vítor para fora da sala.

Outras pessoas também ajudaram após o ataque, vizinhos que acolheram as crianças, além de pessoas que foram até o local.

Governador Eduardo Leite prometeu reforço na segurança das escolas e afirmou que “nada é mais inaceitável do que a violência atravessar os muros das nossas instituições”. Já o Ministério da Educação enviou equipe para apoio psicológico às vítimas.

Segundo a Prefeitura Municipal de Estação, cada escola vai ter dois policiais militares na porta e patrulhamento reforçado do lado de fora. Também prometeram investir em tecnologia pra tentar evitar novas tragédias.

Reportagem e fotos Diego Camargo/Portal Tchê