Jovem que matou filho a tesouradas logo após nascimento é condenada a 2 anos de reclusão em SC

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Diego Camargo

A jovem que matou um recém-nascido a tesouradas logo após dar à luz foi julgada nesta terça-feira, 12. O caso ocorreu em Blumenau, em fevereiro de 2015. Na época, a mulher tinha 20 anos.

Ela foi condenada a 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, inicialmente em regime semiaberto. O Conselho de Sentença reconheceu que ela praticou o crime de infanticídio.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime ocorreu na madrugada do dia 20 de fevereiro de 2015. Ela se trancou no quarto, concebeu a vítima e, ao ver que ela nasceu com vida, cometeu o infanticídio.

Ela desferiu dez golpes de tesoura na região do tórax e abdômen do recém-nascido. Em seguida, a família descobriu o fato. Até então, eles nem sabiam que ela estava grávida. Eles a levaram ao hospital. Já o bebê, foi encontrado enrolado em uma coberta dentro do quarto.

O processo foi incluso no Mutirão do Júri, projeto da Corregedoria-Geral de Justiça, que tem o objetivo de julgar processos que acumularam no período da pandemia, quando as sessões foram suspensas.

A sessão do Tribunal do Júri da comarca de Blumenau, que iniciou às 9h e encerrou por volta das 15h15, foi presidida pelo juiz substituto Luiz Octávio David Cavalli, designado para atuar no mutirão como magistrado cooperador na 1ª Vara Criminal da comarca de Blumenau.

A decisão é passível de recurso e à ré foi concedido o direito de recorrer em liberdade. O processo tramita sob sigilo.

Fonte: O Município │ Foto: Tribunal de Justiça


Criança encontra arma do pai na cozinha, atira na cabeça e morre em SP

Um menino de nove anos morreu na noite de segunda-feira, dia 11, ao atirar contra a própria cabeça, segundo a polícia, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. A criança teria encontrado a pistola do pai em cima do armário na cozinha. O homem, de 32 anos, declarou à polícia que se enquadra na categoria de CAC (caçador, atirador e colecionador).

O menino chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado na delegacia de Ferraz de Vasconcelos como homicídio e omissão de cautela, conforme o Estatuto do Desarmamento, e será investigado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe dele contou que estava na sala assistindo televisão com o filho por volta das 20h45. Ela disse que o pai da criança estava deitado no quarto. Segundo a mãe, o filho disse que iria até a cozinha pegar algo para comer.

Depois de alguns instantes, os pais ouviram o barulho de um disparo de arma de fogo. A mãe relatou que eles encontraram a criança caída no chão, ensanguentada, com um tiro na região da cabeça. O pai levou o menino imediatamente ao hospital. Conforme o boletim de ocorrência, a arma estava guardada em cima do armário da cozinha.

O pai declarou à polícia que guarda a pistola que possui em diversos locais para que seus filhos nunca encontrem. Ele informou ainda que chegou a mostrar a arma para o filho para que ele soubesse o quanto era perigosa, seguindo orientações de que mostrar a arma seria importante para acabar com a curiosidades das crianças.

O pai afirmou que “acha que o filho tenha dado o golpe para alimentar a arma, bem como tenha destravado a pistola”. Ao ser questionado se ensinou o filho a manusear a arma, ele negou. Uma perícia foi feita no local. A arma e os projéteis foram apreendidos. O boletim de ocorrência foi registrado “como homicídio e omissão de cautela conforme o estatuto do desarmamento”.

Fonte: g1