Amanda Reis Spironello, erechinense de 25 anos é portadora da doença genética Fibrose Cística. Para os devidos cuidados que a doença exige, a jovem atualmente reside em Porto Alegre.
Em março deste ano, Amanda realizou uma vakinha online para comprar o remédio Trikafta com o objetivo de facilitar sua respiração, tendo em vista a incerteza de um órgão compatível para o transplante a curto prazo. Porém, menos de dois meses depois, a jovem foi informada que haviam pulmões aptos para o procedimento.
Em entrevista exclusiva ao Atmosfera online, Amanda contou:
“Recebi o telefonema que aguardava há tempos: um doador compatível surgiu e, se estivesse tudo nos conformes, o transplante aconteceria assim que o órgão chegasse em Porto Alegre. Lembro bem do misto de alegria e medo que senti”, pontua.

Foto à esquerda: pulmões antes do transplante.
Foto à direita: pulmões novos pós transplante
O procedimento
Amanda chegou ao Hospital Dom Vicente Scherer, na Santa Casa, para os procedimentos preparatórios e relatou “Gostaria que desse certo dessa vez”, a jovem já havia sido chamada outra vez, mas o órgão em questão acabou indo para outra pessoa.
O transplante ocorreu no dia 21 de abril, com duração de 8 horas. Após a cirurgia, Amanda permaneceu entubada aproximadamente 48 horas. “Acordei com o médico segurando minha mão e me pedindo calma. Tudo havia dado certo. Já extubada, intercalei momentos de lucidez e sonhos durante os primeiros dias, resquícios da anestesia e efeito dos analgésicos fortes que tomei”.
A jovem permaneceu internada por uma semana na UTI, e 13 dias no quarto. Na internação, conta que reaprendeu a respirar sozinha, “criei uma rotina de exercícios diários, organizei um cardápio nutricional, recebi orientações para poder viver essa nova fase de maneira segura e saudável. Saí do hospital com a certeza de que acabara de passar pelo momento mais importante da minha vida: meu renascimento”, comenta.
Amanda também relatou a importância da sua rede de apoio formada pela família e amigos: “Foram anos de apoio e amor incondicional, sem eles a jornada até o transplante seria impossível.”
A importância da doação de órgãos
Passada a cirurgia, a jovem reforçou a importância da doação de órgãos “Para mim, a doação de órgãos é o ato mais supremo de amor e solidariedade. É ter consciência de que um momento doloroso pode se tornar a realização de um sonho para outras famílias. Um doador apenas consegue salvar 8 pessoas, por isso a campanha #1salva8 da Santa Casa de Misericórdia, onde realizei meu transplante.”.
Ao ser questionada sobre seu sentimento pela ação da família do doador, Amanda afirmou “Tenho muito carinho por eles, espero poder honrar a existência dele, vivendo feliz e realizando meus sonhos.”
Nova rotina
Atualmente, a jovem possui uma rotina bem agitada. Com exercícios de reabilitação pulmonar, também precisa refazer todos os exames e consultas a cada duas semanas. Nessas consultas é avaliada sua capacidade pulmonar e ajustes nas medicações para evitar uma rejeição dos novos órgãos.
SUS
Todo o processo, desde a lista de espera, consultas, exames, até o pós-cirúrgico do transplante foi feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), “sempre fui tratada com carinho e respeito por todos os profissionais pelos quais passei, especialmente na internação pós-transplante”. finalizou a jovem.
Créditos: Atmosfera Online





















































