Homem morre afogado em praia do Litoral de SC; Veja 10 medidas de segurança na praia

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Diego Camargo

Um homem de 35 anos morreu afogado na tarde desta terça-feira, 11, na praia de Itajuba, em Barra Velha/SC. Segundo testemunhas, ele estava ingerindo bebida alcoólica e entrou em uma área de bandeira vermelha.

O afogamento aconteceu por volta das 14h30. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, a vítima estava ingerindo bebida alcoólica quando adentrou uma zona de arrebentação, onde as ondas se quebram, na parte rasa.

Os guarda-vidas avistaram a vítima se debatendo e nadando contra a correnteza, aproximadamente 250 metros dentro do mar. A vítima desmaiou segundos antes da chegada dos guarda-vidas.

Foram realizados atendimentos durante 40 minutos, no entanto, o homem não resistiu e veio a óbito no local.

Fonte: O Município │ Foto: Bombeiros


10 medidas de segurança na praia

A última coisa que nos passa na cabeça durante uma viagem tranquila e relaxante é que ela pode se transformar em um problemão e até mesmo colocar vidas em jogo devido ao desconhecimento ou não cumprimento de medidas de segurança.

Você sabia que 16 brasileiros morrem afogados diariamente de acordo com o boletim de 2018 da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (SOBRASA)?

Você deve estar se perguntando agora como e porque que isso acontece.

Bom, algumas das principais causas de afogamentos nas praias são:

Ingestão de bebida alcoólica: Alcoolizado, o banhista irá enfrentar dificuldades até mesmo nas partes mais rasas.

Correntes de retorno: São formadas pelo retorno da massa d’água que é empilhada pelas ondas contra a praia, transportando sedimentos, e, eventualmente, banhistas, para longe da praia, em direção ao mar aberto. O banhista é puxado para mar adentro.

Depressões no fundo das praias: São verdadeiros buracos produzidos pela ação das ondas.

Impacto das ondas: É o famoso “caldo”, que o banhista acaba tomando de uma onda forte que o arremessa para baixo. A pessoa acaba bebendo água e como consequência pode se afogar.

Lamentavelmente, a grande maioria das mortes ocorrem porque as pessoas simplesmente ignoram os riscos, não respeitam os limites pessoais e também desconhecem como agir.

Mas a causa mais alarmante são as correntes de retorno, que segundo o SOBRASA (2018), são responsáveis por mais de 90% dos afogamentos em praias.

Adotando algumas medidas básicas de segurança você pode curtir tranquilamente a praia sem maiores preocupações. A prevenção é a ferramenta mais eficaz na luta contra os afogamentos!

Afinal, quando se trata de segurança, todo cuidado é pouco, e isso vale para qualquer idade.

 

Confira 10 medidas de segurança na praia para evitar afogamentos pra você ler e memorizar antes da viagem.

1. Fale com o guarda vidas

Nunca confie 100% nas informações que você lê.

O mar está em constante mudança e nunca sabemos por certo quais serão as condições do mar no dia que formos visitar a praia.

Portanto, se você não conhece a praia, pergunte ao guarda vidas o melhor lugar pra banho.

Ele saberá te informar melhor as condições do mar, das ondas e das correntes.

 

2. Respeite as sinalizações

Você pode encontrar 3 cores de bandeira em uma praia:

A bandeira verde informa que se pode nadar e tomar banho com poucos riscos e assistência disponí­vel de guarda-vidas, mas sempre cumprindo as regras de segurança e recomendações para o local.
A bandeira amarela indica a presença de correntes marí­timas fortes e significa “atenção”. Quer dizer que o mar está ruim e que não recomendado nadar neste local, mesmo com a presença dos guarda-vidas.
A bandeira vermelha mostra que o mar está perigoso e que se deve evitar nadar e até mesmo entrar na água. O local segue monitorado pelos guarda-vidas.

Desta forma, se você encontrar uma bandeira vermelha na praia, não entre na água!

Nunca fique entre duas bandeiras vermelhas. Sempre manter uma distância de pelo menos 50 metros de uma bandeira que indica perigo.

 

3. Caso você não saiba nadar

Se o guarda-vidas informar que a praia é tranquila e você decidir entrar no mar, certifique-se com ele da profundidade e fique sempre na parte rasa.

Sabe aquela história de água no umbigo, sinal de perigo? Pois bem, nunca ultrapasse dessa profundidade, o ideal é evitar que a água chegue no umbigo.

Tente sempre entrar no mar acompanhado, mesmo quando ficar na parte rasa. Se algo ocorrer a uma das pessoas, a outra pode buscar socorro.

Além disso, nunca confie em boias, objetos flutuantes e pranchinhas: eles transmitem uma falsa segurança.

 

4. Praia só com guarda-vidas presente

Quem não gosta de se aventurar e conhecer uma praia mais afastada, mais tranquila e deserta?

É uma experiência única, porém nessas praias normalmente não encontramos postos de guarda-vidas.

Desta forma, evite ao máximo entrar no mar.

Primeiro, porque você não conhece as condições do mar nessa praia e segundo, porque você não terá auxí­lio caso haja um incidente.

5. Sob efeito de álcool/drogas e alimentos pesados

Não entre no mar se estiver sob efeito de álcool/drogas e tiver ingerido alimentos pesados.

Sob o efeito de álcool, a pessoa perde a capacidade de avaliar riscos e isso pode ser fatal quando se está no mar.

A orientação também vale para outras drogas, incluindo alguns medicamentos que causam sonolência.

Se alguém nessas condições quiser entrar na água, impeça!

Nadar depois de ingerir alimentos pesados podem causar câimbras e desmaios, que por sua vez podem levar ao afogamento.

Isso acontece pois logo depois de uma refeição parte do sangue vai direto para o sistema digestivo auxiliar o organismo a digerir a comida. Com isso, diminui o fluxo sanguí­neo em outras partes do corpo, como pernas, braços e cérebro.

Quando alguém pratica atividade fí­sica logo depois de comer, o organismo envia mais sangue para os músculos que estão em movimento e diminui a quantidade que ajudaria na digestão.

Isso pode provocar enjoos, vômito e mal-estar, já que a digestão fica mais lenta. Se estiver na água, por exemplo, pode desmaiar e até se afogar.

Depois de comer espere no mí­nimo uma hora e meia antes de entrar no mar.

 

6. Como ajudar alguém que está se afogando

Nunca entre no mar para ajudar alguém que está se afogando se você não for capacitado.

Muitas vezes, ao tentar ajudar, a situação pode piorar.

A pessoa inabilitada para salvamento pode morrer afogada também e infelizmente isso é mais comum do que parece.

Chame imediatamente um guarda-vidas ou ligue para os bombeiros no número 193.

Se nada disso for possí­vel e só você estiver por ali, entre com uma boia ou qualquer objeto flutuante que você possa jogar para a pessoa se agarrar. Evite chegar perto da pessoa sem nenhum objeto que flutue pois vocês dois podem se afogar.

Quando conseguir chegar com o afogado na areia, repita os procedimentos de massagem cardí­aca acima descritos se o mesmo estiver inconsciente, sem os pulsos palpáveis e/ou sem sinais de respiração.

Saber procedimentos de primeiros socorros é sempre importante, na internet você encontra diversas opções de cursos livres rápidos e gratuitos.

 

7. O que fazer caso seja pego por uma corrente

Caso seja pego por uma corrente fique calmo, não lute, flutue e acene por ajuda.

As correntes de retorno são um fenômeno que ocorre quando temos um encontro de correntes laterais, paralelas a orla marí­tima, e uma corrente abaixo da superfí­cie da água que puxa em direção ao mar e é mais forte do que outras correntes próximas.

São reconhecidas por deixar a superfí­cie do mar turbulenta e com aspecto de água suja, além disso, nesses locais, as ondas quebram com menor frequência.

Se o banhista desprevenido for pego por essa corrente, ele é puxado rapidamente para o mar até o ponto onde a corrente se dissipa.

Se você não souber nadar, não entre em pânico. Flutue e acene com os braços e não tenha vergonha de gritar por socorro.

Se souber nadar bem, nade transversalmente à corrente em direção da praia, de modo a escapar da corrente.

Em hipótese alguma tente nadar contra a corrente.

Se você não nadar muito bem, nade de forma a escapar da corrente primeiro (nadando para os lados, paralelamente à praia), e depois nade em direção a praia.

Não entrar em pânico é a chave nessa situação.

 

8. Atenção em dobro com as crianças

Em nenhum momento as crianças devem ficar desacompanhadas na praia.

Na areia, o recomendável é que os pais ou responsáveis combinem de cada um cuidar de uma criança.

Mesmo ficando de olho nas crianças, pode acontecer de elas se desgarrarem da famí­lia. Por isso, é fundamental que os pais coloquem no braço dos filhos a pulseirinha com nome, telefone e endereço, o que facilita encontrar os responsáveis.

Opte sempre pela pulseirinha cedida pelos próprios bombeiros. Alternativas feitas em casa, como pulseira de fita adesiva, podem se deteriorar facilmente no mar.

No mar funciona da mesma forma, nunca deixe a criança desacompanhada.

O adulto, deve sempre se manter à distância de aproximadamente um metro da criança – o equivalente a um braço estendido. Dessa forma, caso a criança se desequilibre na água, é mais fácil puxá-la e retirá-la do mar.

 

9. Não superestime sua natação

Não superestime sua capacidade de nadar — 50% dos afogados em praia acham que sabem nadar.

Nadar no mar é muito diferente de nadar em uma piscina.

O fundo do mar não é plano e, por isso, existem locais mais rasos e outros mais fundos e buracos podem aparecer de uma hora pra outra em praias com mar bravo.

Além da profundidade, deve-se tomar bastante cuidado com as rochas submersas.

Sem contar o perigo das correntes de retorno, como mencionamos anteriormente.

Portanto ao entrar no mar tome todo cuidado do mundo, todas as regras de segurança na praia citadas aqui valem tanto para quem não sabe nadar quanto para quem sabe.

 

10. Evite os costões

Em alguns dos paredões de pedras a recomendação é evitar os passeios por entre as rochas.

Precisamos lembrar que as pedras são escorregadias e que há risco de ser atingido por uma onda forte, que pode jogar você no mar.

Nunca caminhe pelos costões se estiver acompanhado por crianças, principalmente menores de 12 anos.

Se você for arriscar uma caminhada pelos costões, aqui vão algumas dicas importantes:

Nunca fique de costas para o mar, pois há mais riscos de você ser surpreendido.
Atenção às pedras cobertas com limo, que se tornam escorregadias (causa da maioria dos acidentes nos costões).
Evite os banhos nas piscininhas que se formam entre as pedras. As condições do mar podem mudar e um onda mais forte pode carregar os banhistas para áreas mais violentas, dificultando o retorno.

 

Concluindo…
Pra finalizar, mais três dicas básicas:

  • Não entre no mar a noite, neste perí­odo os guarda-vidas não estão de plantão.
  • Se você for atacado por uma água-viva, procure imediatamente um posto de salva-vidas. Até ser atendido, passe apenas a água do próprio mar no ferimento.
  • Em caso de chuvas, saia imediatamente da água. Por mais improvável que pareça, existem diversos casos de mortes causadas por raios nas praias brasileiras.

O segredo é precaução.

Fonte: Naturam Viagens e Turismo