O governo federal suspendeu temporariamente as linhas de crédito subsidiadas do Plano Safra 2024/2025, com exceção do Pronaf, devido à falta de recursos para cobrir a equalização das taxas de juros. A medida, anunciada nesta quinta-feira (20), permanecerá até a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso.
O Ministério da Fazenda justificou a decisão pelo aumento da taxa Selic, que elevou o custo dos subsídios, e pelo atraso na votação do orçamento. O Plano Safra oferecia taxas entre 7% e 12%, bem abaixo da Selic, atualmente em 13,25% ao ano. Com isso, os recursos se esgotaram antes da renovação do plano.
A suspensão gerou reações no setor agropecuário. O deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), classificou a medida como um “prejuízo importante”. A entidade alertou que a falta de crédito pode impactar os custos de produção e, consequentemente, o preço dos alimentos.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, já havia indicado preocupação com a alta dos juros e afirmou que o governo estuda alternativas para o Plano Safra 2025/2026, incluindo mudanças nas taxas e ampliação do uso de LCAs para reduzir custos.






















































