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Fuga de detentos na APAC de Passo Fundo gera preocupações em relação ao novo modelo de reabilitação

Taiana Camargo

Taiana Camargo

Na noite desta quarta-feira, 13, a APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) de Passo Fundo foi palco de uma fuga surpreendente. Durante o jantar com os detentos, dois reclusos abordaram um funcionário da instituição. Munidos de uma faca, renderam-no e exigiram as chaves dos portões de acesso antes de escaparem, deixando seu destino desconhecido.

Os fugitivos foram identificados como Eduardo de Abreu Nunes e Mateus de Almeida Riva, ambos com extensos antecedentes criminais, incluindo homicídio e tráfico de drogas.

Seis meses após sua inauguração em 1º de março deste ano, Passo Fundo adotou um novo modelo de recuperação de apenados com a abertura da APAC. Esta Associação, que também possui unidades em outras partes do Rio Grande do Sul, é uma organização sem fins lucrativos dedicada à reabilitação dos presos, à proteção da sociedade, ao amparo das vítimas e à promoção da justiça restaurativa.


As APACs têm história no Brasil desde 1972, chegando ao Rio Grande do Sul em 2018, com a primeira unidade em Porto Alegre. O presidente da entidade, Vinícius Francisco Toazza, explicou que a APAC oferece um método de ressocialização diferente do tradicional, envolvendo aspectos religiosos, educacionais, terapêuticos e de trabalho, durante um período que se estende das 6h às 22h.

Toazza ressaltou que a APAC opera com o apoio dos poderes judiciário, executivo e legislativo, além de contar com trabalho voluntário e a contribuição da comunidade para cobrir suas despesas. Segundo ele, essa iniciativa tem contribuído para reduzir a criminalidade nas áreas onde está presente, transformando o perfil dos apenados e proporcionando uma visão diferente quando saem da instituição.

Localizada na BR-285, bairro São José, a APAC de Passo Fundo ocupa o espaço anteriormente abrigado pelo Patronato. Toazza enfatizou que os funcionários não recebem salários, e os custos associados aos apenados nesse regime são significativamente mais baixos do que nos sistemas prisionais tradicionais. Inicialmente, a instituição dispunha de 20 vagas, mas esse número pode chegar a 120 no futuro, com critérios rigorosos para a seleção de apenados.

 

Informações Rádio Uirapuru