Um menino de um ano e três meses de vida está precisando de doação de medula óssea para se curar de uma leucemia que foi diagnosticado há um ano. A família do pequeno Pedro é de Joinville, no Norte catarinense e luta para encontrar um doador compatível.
O diagnostico veio através de exames feitos em 2021. A partir daí, a rotina da família foi completamente alterada para oferecer o melhor tratamento ao pequeno. Atualmente, Pedro está internado em Curitiba (PR), onde a mãe o acompanha em um rígido isolamento. Já o pai, segue com a outra filha, de cinco anos, em casa.
Faz um ano que Pedro não pode deixar o hospital, já que está com a imunidade comprometida e corre um grande risco de contrair infecção.
Transplante de medula é a única possibilidade de cura
A leucemia linfoblástica aguda é o tipo mais comum de leucemia em crianças e pode provocar sintomas como sangramentos, febre, dor óssea e infecções. O tratamento é feito com quimioterapia, uma tentativa, porém, que não surtiu o efeito necessário no caso de Pedro. Com isso, a única chance de cura para o menino é um transplante de medula, procedimento pelo qual o pequeno também já passou. O pai da criança foi o doador, mas teve apenas 50% de compatibilidade, não chegando aos resultados desejados.
“Depois de determinado período, essa medula já deveria estar funcionando. Mas a medula do Pedro ainda não ‘pegou’, ou seja, a medula do pai não está fazendo o papel que deveria fazer no corpo, produzindo imunidade, plaquetas e glóbulos vermelhos”, explica o oncologista pediátrico Gilberto Comaru Pasqualotto.
Diante disso, a única opção é tentar um segundo transplante. Porém, para isso, é preciso localizar um doador compatível com Pedro, uma tarefa difícil. “O povo brasileiro é muito miscigenado e essa característica de sermos geneticamente tão diferentes faz com que tenhamos dificuldade em encontrar uma medula 100% compatível”, destaca o médico.
Apesar das dificuldades, a família não desiste e ainda conta com a ajuda de dezenas de amigos que vão às ruas para sensibilizar as pessoas para a importância da doação. Assim, não apenas Pedro pode ser beneficiado, mas também outros pacientes que precisam de um transplante.
Quem quiser ajudar, pode fazer uma coleta de sangue simples no Hemosc, que será analisada e fará parte de um banco de dados. “No futuro, o código genético da medula de cada um vai ser cruzado com dados de pacientes que precisam de medula”, conta Gilberto.
Se houver compatibilidade, o possível doador será chamado para fazer novos exames e, diante de um resultado positivo e da disponibilidade da pessoa, poderá doar a medula.
Aonde doar:
Para ser um doador de sangue ou medula óssea, basta estar saudável e procurar o hemocentro mais próximo de sua cidade. Confira abaixo as cidades e telefone para contato para fazer o agendamento da doação.
CHAPECÓ
Telefone para agendar doação de sangue: (49) 3700-6401 ou 6410
JOAÇABA
Telefone para agendar doação de sangue: (49) 3527-2219
BLUMENAU
Telefone para agendar doação de sangue: (47) 3222-9801
FLORIANÓPOLIS
Telefone para agendar doação de sangue: (48) 3251-9712 ou 9758
JARAGUÁ DO SUL (Unidade de Coleta)
Telefone para agendar doação de sangue: (47) 3055-0454
LAGES
Telefone para agendar doação de sangue: (49) 3289-7011
Para conferir horários de atendimento basta acessar este link.
Informações ND+





















































