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EUA: baleia engole pescador e depois o cospe vivo

Diego Camargo

Diego Camargo

Uma história que poderia ser considerada ingênua, se não fosse plausível para os especialistas em baleias: uma baleia jubarte abocanhou um pescador de lagostas de Massachusetts, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (11), e o cuspiu de volta são e salvo, a ponto de poder narrar sua aventura.

“Olá a todos, quero esclarecer o que aconteceu comigo hoje”, escreveu o pescador Michael Packard, de Provincetown, cerca de 200 quilômetros a leste de Boston, depois que sua história foi publicada pelo jornal local, o “Cape Cod Times”.

“Eu estava mergulhando para pegar lagostas quando uma baleia jubarte tentou me comer. Fiquei dentro de sua boca fechada por 30 a 40 segundos, antes de que ela emergisse e me cuspisse. Estou com hematomas por toda parte, mas nenhum osso quebrado. Agradeço aos salva-vidas em Provincetown por seu cuidado e assistência”, diz o relato.

Há pelo menos uma testemunha: Josiah Mayo acompanhava Packard na pescaria e contou ao Cod Times que viu o parceiro sendo ejetado pela baleia no Atlântico e chamou os salva-vidas. Mayo é filho de um dos pesquisadores e especialistas em baleias do Centro de Estudos Costeiros de Provincetown, disse à AFP Jooke Robbins, diretora de estudos de baleias jubarte da instituição.

— Eu conheço as pessoas envolvidas, então tenho todos os motivos para acreditar no que dizem. Nunca tinha ouvido falar em um “acidente” semelhante, mas é possível que (o pescador) estivesse no lugar errado, na hora errada — afirmou Jooke.

Quando essas baleias procuram comida, “lançam-se com a boca aberta, engolem peixes e água muito rapidamente e depois rejeitam a água por suas barbatanas”, que funcionam “como um filtro”, explicou a pesquisadora.

— Sua boca é bastante grande, mas sua garganta é estreita, não há nenhuma chance de ela engolir algo tão grande quanto um homem — acrescentou ela.

A baleia jubarte, que, segundo Josiah Mayo, ainda era jovem, não conseguiu detectar de forma rápida o suficiente que havia “um intruso” em sua boca. Depois de quase engolir o homem, é possível que ela tenha “ficado bastante surpresa e tenha aberto a boca para soltá-lo”, observou ele.

Embora os detalhes sejam desconhecidos, ele aponta uma conclusão oportuna: a região de Provincetown e Cap Cod começa a observar um retorno de turistas após 15 meses de pandemia, e é importante que as pessoas saibam da presença desses mamíferos marinhos. Quando adultas, dependendo da idade, as jubartes medem entre 9 e 15 metros.

— Se você vir uma baleia, fique longe. É extremamente importante dar espaço para elas — advertiu.

Fonte: GZH │ Foto: Reprodução


Conheça Osama, o crocodilo que matou 83 pessoas até ser pego

Um crocodilo chamado Osama foi identificado como o assassino sanguinário de 10% da população de Luganga, uma pequena vila nos arredores do lago Victoria, em Uganda.

Segundo informes da população, o réptil — um crocodilo-do-nilo de cinco metros e 1 tonelada — tem 75 anos e matou 83 moradores entre 1991 e 2005.

A espécie é uma das mais agressivas e perigosas ao homem entre os crocodilos. Também uma das maiores, só superada pelo crocodilo-de-água-salgada, que passa de 6 m.

De acordo com relatos colhidos pelo tabloide Daily Star, o animal esperava crianças encherem baldes com a água do lago e as matava. Em certo período, ele aprendeu a virar barcos de pescadores e os matava, algo considerado muito incomum para a espécie. Os relatos dos ataques são assustadores. Às vezes, apenas as roupas das vítimas eram encontradas.

Em outros ataques, sobreviventes viam familiares serem despedaçados, enquanto lutavam para escapar das mandíbulas do animal. O pescador Yazid Kotongole sobreviveu a nove ataques de Osama e chegou até a perder o irmão para a fúria assassina do animal.

Fama de violento

A fama de violência levou muitos a acreditarem que ele era um animal imortal ou um flagelo mutante da natureza. Em 2005, Paul Kyewalyanga foi um desses sobreviventes e contou ao jornal Sydney Morning Herald o que viu.

“Osama emergiu verticalmente da água e caiu no barco. Peter [irmão dele] estava agarrado ao lado gritando. Eles lutaram por cerca de cinco minutos até que ouvi um som de rasgo. Peter gritou: ‘Ele quebrou minha perna’. Então ele se soltou e foi arrastado para o lago. Poucos dias depois, encontramos sua cabeça e seu braço”, afirmou ele.

Não é por acaso que moradores da aldeia o chamaram de Osama, uma referência direta a Osama Bin Laden, o mais conhecido terrorista do século.

Também em 2005, um grupo de cerca de 50 moradores e autoridades do governo conseguiu capturar o animal. A operação durou uma semana completa. Especialistas utilizaram pulmões de vaca como isca e o prenderam em uma armadilha. Ainda assim, o animal deu trabalho e precisou ser imobilizado com cordas.

Os aldeões queriam matar o crocodilo, uma vingança em nome das vidas perdidas. Mas autoridades do departamento de vida selvagem afirmaram que a atitude era crime e seria punida.

Mas, ainda assim, Luganga conseguiu se livrar da assombração de Osama. Mesmo escapando da pena de morte, o governo concordou que ele não deveria mais viver no lago e o enviou para a Uganda Crocs, uma fazenda de criação de crocodilos que também vende bolsas de pele crocodilo, que fazem muito sucesso na Itália e Coreia do Sul.

A ideia dos donos é manter Osama gerando filhotes famosos até morrrer e atrair turistas para ver de perto o animal assustador.

Um vídeo publicado em 2019 mostrou que o animal abandonou os dias de assassino. Um dos tratadores da fazenda puxa o rabo dele e até o chama de “bom garoto”, enquanto oferece um pedaço de carne já morta.

Fonte: R7 │ Foto: Reprodução/Facebook/Uganda Wildlife Authority