A falta de merenda escolar na comunidade indígena do Inkra Sertão tem gerado preocupação e revolta entre moradores, famílias e educadores. Há mais de duas semanas, a escola local está sem qualquer fornecimento de alimentação, afetando diretamente a permanência e o desempenho dos alunos.
De acordo com relatos da comunidade, o problema não é recente. Nos últimos meses, a merenda já vinha sendo entregue de forma irregular e em quantidade insuficiente. Agora, o abastecimento foi completamente interrompido.
Diante da situação, a comunidade decidiu paralisar as atividades escolares como forma de protesto e de chamar a atenção das autoridades responsáveis.
A 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), com sede em Passo Fundo, é apontada pelos moradores como responsável pelo fornecimento da merenda. Segundo a comunidade, diversas tentativas de contato e resolução do problema foram feitas, mas não houve retorno efetivo até o momento.
“Não se trata apenas de alimentação, mas de dignidade. Nossas crianças estão sendo negligenciadas”, afirmou um representante local.
A merenda escolar é um direito assegurado por lei e desempenha papel fundamental na rotina dos estudantes, especialmente em comunidades mais vulneráveis. Para muitas crianças, trata-se da principal refeição do dia.
A ausência desse recurso compromete não apenas a saúde dos alunos, mas também sua capacidade de permanecer em sala de aula, prejudicando o aprendizado e aumentando o risco de evasão escolar.

A paralisação das aulas é vista como um último recurso diante da falta de soluções. A comunidade do Inkra Sertão reivindica:
o envio imediato de merenda escolar respeito às necessidades dos estudantes indígenas compromisso efetivo com a educação
Enquanto não há resposta, crianças seguem sem aulas e sem acesso à alimentação básica dentro da escola.
A situação levanta um questionamento urgente: até quando a educação indígena continuará enfrentando esse tipo de negligência?



















































