Creche é investigada após denúncias de uso de medicamentos para sedar crianças no RS

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Diego Camargo

Uma creche particular em Alvorada/RS está sendo investigada após os pais alegarem que as crianças teriam recebido medicamentos para ficarem mais tranquilas durante o dia.
O caso chegou ao Conselho Tutelar, que solicitou o fechamento preventivo do espaço, identificado como Escola de Educação Infantil Rafa Kids. A Polícia Civil abriu inquérito e começou a ouvir testemunhas.
A instituição nega que tenha administrado medicamentos sem prescrição médica e alega que segue rigorosamente todas as normas sanitárias, pedagógicas e legais aplicáveis à educação infantil.
Na última semana, fotos feitas dentro da creche circularam em grupos de mensagens dos responsáveis. Nas imagens, crianças aparecem compartilhando a mesma garrafa de água e até um único prato de comida. Além disso, mães afirmam ter recebido conversas atribuídas a funcionárias do local, sugerindo aumento na dosagem de remédios para acalmar os pequenos.
Uma das mães, que também é técnica de enfermagem, relata que os sinais começaram a aparecer em casa: “A criança chegava em casa com diarreia, com vômito, com náusea e a gente pensava ‘comeu um docinho, aconteceu alguma coisa assim”, conta.
Nas mensagens recebidas, as mães informaram que havia relatos como: “dei dois comprimidos para a menina e ela ainda não dormiu”.
A Polícia Civil começou a ouvir pais e funcionários. A prefeitura informou que acompanha o caso e que todas as medidas cabíveis serão tomadas.
A escola abriu normalmente na segunda-feira, 15. Pela manhã, o Conselho Tutelar fez vistoria e recomendou a suspensão das atividades até que tudo seja apurado. As crianças foram encaminhadas para avaliação médica.
Outra mãe percebeu alterações logo nos primeiros dias na creche: “Ela estava muito sonolenta, não queria brincar. Ela era uma criança que vivia sorrindo, uma criança saudável. Tomava uma mamadeira de manhã, almoçava, tomava uma mamadeira à tarde. Agora ela não toma mais o mama dela, não quer mais comer”, relata.
Segundo os pais, a denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público.
Fonte g1 RS