CPMI aprova pedido de prisão do Careca do INSS e de outros acusados por fraudes contra aposentados

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Diego Camargo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura golpes aplicados contra aposentados e pensionistas do INSS aprovou, na noite desta segunda-feira (1º/9), um ofício pedindo a prisão preventiva de 21 investigados pela Polícia Federal. Entre eles estão o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, que deixou o cargo após a deflagração da operação Sem Desconto.

O documento será encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que trata das irregularidades nos descontos indevidos. Caberá a ele decidir se autoriza ou não as prisões. A CPMI não tem competência para decretar a medida, podendo apenas prender em situação de flagrante.

Além do Careca do INSS, a relação dos nomes foi ampliada após o depoimento do advogado Eli Cohen, considerado peça-chave nas investigações. Cohen apresentou provas e uma notícia-crime que apontaram as fraudes cometidas em contratos e descontos irregulares.

Quem está na lista do pedido de prisão:

  • André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor do INSS;

  • Eric Douglas Martins Fidelis, advogado, filho de André Fidelis;

  • Cecília Rodrigues Mota, advogada acusada de operacionalizar o esquema e distribuir propinas;

  • Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS;

  • Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa de Virgílio Filho;

  • Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira, sócia de consultoria ligada à família de Virgílio Filho;

  • Alexandre Guiamrães, ex-diretor de governança do INSS;

  • Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS;

  • Rubens Oliveira Costa, sócio do Careca;

  • Romeu Carvalho Antunes, filho do Careca;

  • Domingos Sávio de Castro, empresário de telemarketing associado às fraudes;

  • Milton Salvador de Almeida Junior, sócio do Careca;

  • Adelinon Rodrigues Júnior, operador de call center usado no esquema;

  • Alessandro Antonio Stefanutto, ex-presidente do INSS;

  • Geovani Batista Spiecker, ex-diretor-substituto do INSS;

  • Reinaldo Carlos Barroso de Almeida, servidor afastado do instituto;

  • Vanderlei Barbosa dos Santos, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão;

  • Jucimar Fonseca da Silva, ex-diretor de pagamentos de benefícios;

  • Philipe Roters Coutinho, agente da Polícia Federal citado como envolvido;

  • Maurício Camisotti, empresário do ramo de associações;

  • Márcio Alaor, apontado como operador de consignados junto a instituições financeiras.

Com a decisão unânime da comissão, o caso agora depende do Supremo. O próximo passo será a análise do pedido por André Mendonça, que decidirá se transforma a deliberação da CPMI em mandados de prisão preventiva.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado