A conta de luz ficará cerca de 20% mais cara para quase 2 milhões de consumidores do Rio Grande do Sul. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (18), um reajuste de 21,76% para os clientes residenciais atendidos pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D). Os novos valores passam a valer em 22 de novembro.
Segundo a Aneel, o aumento foi influenciado principalmente pelos custos de distribuição, transporte e compra de energia, além de encargos setoriais. No total, o impacto médio para o consumidor será de aproximadamente 19,53%. Para unidades de baixa tensão, o reajuste médio será de 21,82%, enquanto para alta tensão ficará em 12,36%.
Em comunicado, a CEEE Equatorial destacou que, em 2024, deixou de aplicar 7,32% na tarifa anual devido aos efeitos econômicos e sociais dos eventos climáticos extremos. Esses valores, segundo a empresa, permanecerão represados até 2026 e serão compensados gradualmente nos reajustes seguintes, para evitar um impacto ainda maior ao consumidor.
Como funciona o reajuste
A conta de luz passa por atualização anual, definida por dois mecanismos previstos nos contratos das distribuidoras: a Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA).
A RTP é o processo mais complexo e ocorre a cada quatro ou cinco anos. Nessa revisão, é feita uma análise completa dos custos operacionais da distribuidora, definindo metas de qualidade do serviço e o chamado Fator X, que incentiva ganhos de eficiência.
Nos anos em que não há RTP, entra em vigor o Reajuste Tarifário Anual (RTA), que corrige os custos da distribuidora conforme a inflação (IPCA ou IGP-M), descontando o Fator X — repassando aos consumidores parte das melhorias de produtividade.
Em ambos os processos, são incorporados à tarifa os custos de compra e transmissão de energia, além de impostos e taxas que financiam políticas públicas do setor elétrico.
Fonte: G1



















































