Viralizou nas redes sociais o vídeo no qual o empresário Anael Fahel aparece indignado com o conserto do seu Jeep Grand Cherokee 2018 diesel: o valor total do orçamento? R$ 223 mil. Além do preço absurdo, de acordo com Fahel, a própria concessionária avaliou o carro em R$ 23o mil.
Segundo o relato do empresário, seu Grand Cherokee deixou de funcionar enquanto trafegava por uma rodovia, foi rebocado para uma concessionária da marca e, depois de três semanas, foi diagnosticado o problema: falha na bomba injetora e bicos injetores, entre outros problemas.
Apesar de o carro ainda esta na garantia contratual de três anos, as partes implicadas nos defeitos não estavam cobertas por ela – são apenas 18 meses de garantia para os componentes. O valor do reparo fora da garantia: R$ 223.631,66.
No orçamento recebido por Fahel, a bomba injetora do Grand Cherokee estava tabelada em R$ 74.181,74. Já os seis bicos injetores custariam um total de R$ 131.618,88. O resto do valor inclui outras peças e mão de obra.
Fahel explica que após 4 meses esperando uma resolução do caso, ele mesmo resolveu comprar as peças em lojas especializadas e fazer o conserto. O valor total do reparo na oficina independente foi de R$ 25 mil – menos de 10% do valor apresentado pela concessionária Jeep, mas ainda assim considerado um absurdo pelo empresário.
Problema de projeto
O empresário explica que, segundo laudo obtido por ele, há um problema estrutural na bomba injetora que, devido ao mal-funcionamento, produziu limalhas de ferro que, consequentemente, estragaram os bicos injetores. Fahel ainda rebate as alegações da Jeep de que o Grand Cherokee teria sido abastecido com diesel S-10 de má qualidade com um laudo atestando a qualidade do combustível no tanque.
“Eles não sabem o que combustível que a gente tem no Brasil? Dá uma relação de postos que a gente pode abastecer, então”, diz Fahel.
Na Justiça
Anael Fahel conta que a representantes da marca Jeep o procuraram depois que ele consertou o seu Grand Cherokee em uma oficina independente, mas as soluções propostas não o agradaram. Ele ainda afirmou que cobrará o prejuízo na Justiça.
“Eu tenho recebido muitos telefonemas de gente com problemas parecidos. Eu falo ‘mete a boca no trombone’”, completou Fahel.
Resposta da Jeep
Procurada, a Stellantis, que controla a marca Jeep, respondeu com um comunicado, que “está em contato permanente com o consumidor, esclarecendo as suas dúvidas e buscando solucionar a questão da melhor forma”.
Veja o vídeo
Créditos Auto Papo






















































