O grupo que assumiu a autoria do ataque aos sistemas do Ministério da Saúde na sexta-feira pediu sugestões de mais alvos. A pergunta foi feita em um canal criado no aplicativo de mensagens Telegram. O endereço foi divulgado na imagem deixada pelos hackers no site do órgão para anunciar a invasão.
No pedido de sugestão, o grupo questiona se deve invadir outros órgãos governamentais ou centrar forças em companhias privadas. “Algumas sondagens. O que devemos hackear a seguir? Sugira-nos. Algum departamento governamental? Empresa corrompida? Diga-nos!”, diz o texto. Até as 16h30 deste sábado, quase mil pessoas tinham respondido à pergunta.
O ataque atingiu, além do site do Ministério da Saúde, o aplicativo Conecte SUS, que reúne dados da imunização contra a Covid-19 e emite o certificado de vacinação. Pelo segundo dia consecutivo, o sistema continuava fora do ar neste sábado. O Ministério da Saúde afirmou que trabalha para o retorno à normalidade na próxima semana.
“O Ministério da Saúde informa que está atuando com a máxima agilidade para restabelecer os sistemas que foram temporariamente comprometidos com o ataque causado na madrugada desta sexta-feira”, diz a pasta. “Vários sistemas já foram restabelecidos, e a expectativa é que os outros sistemas estejam disponíveis para a população na próxima semana”, finaliza a nota.
Entenda o caso
Na madrugada dessa sexta-feira, o site oficial do Ministério da Saúde foi alvo de um ataque de hackers, e tanto a página como o aplicativo do Conecte SUS, que contêm informações sobre a vacinação da população contra a Covid-19, ficaram indisponíveis
PF sabe origem de ataque hacker ao Ministério da Saúde, diz diretor
O diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, afirmou neste sábado (11) que a corporação já sabe a origem do ingresso de hackers responsáveis pelo ataque cibernético contra o Ministério da Saúde, que acabou tirando do ar dados de vacinação disponíveis no aplicativo ConecteSUS. Agora, a PF busca detalhes para identificar os autores do ataque. “Nós avançamos bem, sabemos basicamente onde foi a origem do ingresso pelos criminosos e estamos agora buscando detalhes para idenficá-los”, disse.
Segundo o diretor, um dos aspectos da investigação em curso é “evitar que órgãos federais e até empresas privadas sofram novos ataques”. Assim que a polícia soube do ataque, conforme Maiurino, foi disponibilizada equipe especializada em crime cibernético.
“Desde acionados, na madrugada do dia de ontem, disponibilizamos a nossa melhor equipe e mais especializada para o enfrentamento desse crime cibernético. Ela é composta de peritos, delegados de Polícia Federal, agentes e estão colhendo todas as informações o Ministério da Saúde, inicialmente, e de outros órgãos que sofreram ataques em menor relevância para desvendar e identificar autores desse crime”, afirmou.
O diretor ressaltou que esse tipo de crime vem sendo uma grande preocupação da PF. “Na minha gestão, a gente implementou ferramentas para que os policiais tenham sucesso nessas investigações. Vamos lançar força-tarefa em que a PF será líder junto com o setor privado para buscar novas informações e dados do setor privado para mais informações, que, afinal de contas, tem interesse público”, frisou.
Fonte: R7






















































