A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, informou neste domingo (10) que foram encontrados 1.222 cadáveres na região próxima de Kiev, capital do país, que esteve parcialmente ocupada pelas forças russas durante várias semanas. — Temos até agora 1.222 mortos só na região de Kiev — afirmou Venediktova, em entrevista em inglês à emissora britânica Sky News, na qual destacou que há 5,6 mil investigações abertas sobre supostos crimes de guerra desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro.
A funcionária não explicou neste domingo se os corpos encontrados eram exclusivamente de civis. Antes disso, há uma semana, Venediktova informou terem sido encontrados 410 civis mortos nas regiões libertadas nos arredores de Kiev. A procuradora destacou na ocasião que sem dúvida havia mais corpos que ainda não tinham sido encontrados e examinados. A cidade de Bucha, a noroeste de Kiev, se tornou um símbolo dos horrores da guerra na Ucrânia, com cerca de 300 pessoas enterradas em valas comuns, segundo um balanço anunciado pelas autoridades em 2 de abril.
EUA prometem novas armas para a Ucrânia enquanto russos preparam nova ofensiva
Os Estados Unidos estão comprometidos em fornecer à Ucrânia “as armas que precisa” para se defender contra a Rússia, disse o assessor de segurança nacional do país, Jake Sullivan, neste domingo (10), enquanto a Ucrânia busca mais ajuda militar do Ocidente. Sullivan disse que o governo Biden enviará mais armas para a Ucrânia para impedir que a Rússia tome mais território e alveje civis, ataques que Washington classificou como crimes de guerra. “Vamos dar à Ucrânia as armas necessárias para derrotar os russos e impedi-los de tomar mais cidades e vilas, onde cometem esses crimes”, disse Sullivan no “This Week” da ABC News. Moscou rejeitou as acusações de crimes de guerra da Ucrânia e de países ocidentais.
Os Estados Unidos enviaram US$ 1,7 bilhão em assistência militar à Ucrânia desde que a Rússia lançou sua invasão em 24 de fevereiro, informou a Casa Branca na semana passada. As remessas de armas incluíram mísseis antiaéreos defensivos Stinger e mísseis antitanque Javelin, bem como munições e armaduras.
Mas os líderes dos EUA e da Europa estão sendo pressionados pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a fornecer armas e equipamentos mais pesados contra os russos na região leste do país, onde a Rússia deve intensificar seus esforços militares. Na sexta-feira, autoridades ucranianas disseram que mais de 50 pessoas foram mortas em um ataque com mísseis em uma estação de trem na cidade de Kramatorsk, na região de Donetsk, onde milhares de pessoas se reuniram para evacuar. A invasão da Rússia forçou cerca de um quarto da população ucraniana de 44 milhões de pessoas a deixar suas casas, transformou cidades em escombros e matou ou feriu milhares. Moscou negou repetidamente atacar civis no que chama de “operação especial” para desmilitarizar e “desnazificar” seu vizinho do sul. A Ucrânia e as nações ocidentais descartaram isso como um pretexto infundado para a guerra.
Créditos: CNN





















































