Caso de veículo recuperado em Getúlio Vargas: homem preso alega ter agido de boa-fé e mostra mensagens trocadas com proprietário do veículo

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Diego Camargo

A ocorrência registrada na última terça-feira, 24, em Getúlio Vargas, que resultou na recuperação de um veículo com registro de furto e na prisão de um homem, teve uma reviravolta.

O carro, um Jeep Renegade, consta com registro de furto datado de 21 de março de 2024. No entanto, o getuliense realizou a consulta junto a um despachante, e foi verificado que não havia qualquer restrição ou pendência registrada. (Conforme a imagem abaixo)

O getuliense afirma que adquiriu o automóvel acreditando se tratar de uma negociação legítima. Segundo ele, o veículo estava em reforma em uma oficina e descobriu sobre a situação de furto quando ele foi tentar pagar IPVA. Ainda, ele manteve contato direto com o proprietário, com o objetivo de regularizar a situação e efetuar a transferência do veículo para o seu nome.

Mensagens apresentadas à equipe do Portal Tchê reforçam essa versão. Nas conversas, o proprietário afirma que viria de Minas Gerais até Getúlio Vargas para regularizar a situação do veículo e concluir a transferência. Em um dos trechos, inclusive, demonstra preocupação em não manter o veículo em seu nome estando em posse de terceiros e ainda questionando se a delegacia de Polícia Civil perto, para que ele pudesse retirar a queixa de furto.

Outro ponto que chama atenção é o comportamento do getuliense durante toda a negociação. Ele utilizou seu próprio número de telefone, não ocultou sua identidade e, conforme o conteúdo das mensagens, demonstrou interesse constante em regularizar a documentação do veículo, o que, indicando boa-fé.

O homem também relata que comprou o vevículo na cidade de Erechim.

Diante dos elementos, cresce a hipótese de que tanto o real proprietário quanto o getuliense possam ter sido vítimas de um golpe.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer se realmente o veículo foi furtado ou se foi uma falsa comunicação de crime, após um desacordo comercial com o garagista que vendeu o veículo para o getuliense e o proprietário do veículo.