Caso Cotrigo: entenda o que dizem os envolvidos

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Diego Camargo

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1567533528124{margin-left: 15px !important;}”]Segue sem finalização o arremate do frigorífico da Cooperativa Tritícola de Getúlio Vargas Ltda, a conhecida Cotrigo, com sede no município de Estação.

Contatado pelo Portal Tchê, o procurador da Ativa Brasil Gestão e Participação Empresarial Ltda, Cleri Camilotti, informou ter poucas informações do andamento do processo, conforme ele um responsável jurídico da Ativa está cuidando do assunto na esfera judicial. Camilotti informou que o planejamento de colocar o frigorífico em funcionamento está mantido.

Já a empresa que efetuou o leilão informou que após o envio da documentação de venda para o judiciário deixou de interferir no processo, ou seja, o arrematante não faz a comprovação de pagamento para que o leiloeiro informe ao juiz, mas sim, diretamente nos autos para que o juízo tenha conhecimento.

Ainda, segundo o leiloeiro, não há nenhuma notícia acerca do pagamento (se foi ou não realizado), pois no processo não tem nenhuma movimentação neste sentido. O prazo se encerrou no dia 30/08/2019.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1567548513310{margin-left: 15px !important;}”]Nesta terça-feira (03), ex-funcionários do frigorífico fizeram um ato público em frente a unidade. Mariele de Oliveira Carpineli, uma das representantes do grupo de ex-funcionários da Cotrigo que se mobilizaram nesta terça-feira, comentou a nossa reportagem que o grupo se mobilizou por entender que o sindicato tem deixado a desejar na defesa dos trabalhadores e após o ato de hoje tentará, com o apoio do sindicato, marcar uma audiência com a juíza da Justiça do Trabalho para que os depósitos da venda dos bens sejam feitos para cobrir os valores rescisórios.

Everton do Amarante, vice-presidente da cooperativa, explicou que o leilão aconteceu via Justiça Federal e que, o que foi de alcance da cooperativa, foi feito para não prejudicar os trabalhadores.

Citou ainda que a carta proposta da empresa compradora apresentava um bom negócio para o futuro da planta, mas que passados os noventa dias a empresa informou problemas na transação financeira.

Conforme Amarante a cooperativa protocolou via assessoria jurídica junto ao juiz federal, a documentação encaminhada pela Ativa como projetos para ampliação de produção e recontratação de funcionários. O documento ainda contempla os prejuízos com a paralisação da unidade para o frigorífico e para os trabalhadores, pedindo ressarcimento de danos.

Segundo o vice-presidente, o patrimônio segue intacto e que uma comissão de representantes pode verificar isso.

Em sua fala, Everton afirmou que uma parte do que já foi pago em outro leilão está sendo mantida em uma conta em Erechim e outra parte na Justiça Estadual, não sendo repassada ainda para a União. Ainda sugeriu que sejam agendadas audiências nas varas responsáveis para maiores esclarecimentos e verificar a possibilidade de priorizar parte dos valores pagos para verbas rescisórias.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1567533553579{margin-left: 15px !important;}”]O presidente do Sindicato da Alimentação de Getúlio Vargas, Paulo Roberto dos Santos, afirmou que a manifestação ocorrida é legítima e entende a angustia dos trabalhadores. Conforme ele, em conjunto com os trabalhadores em diversas reuniões, começando na assembleia realizada em 31 de julho de 2018 foi aprovado por mais de 400 pessoas presentes que o sindicato moveria uma ação trabalhista para garantir os direitos rescisórios dos trabalhadores quando houvesse o leilão do frigorífico, travando uma luta na justiça do trabalho.

“Como o leilão foi solicitado pela União, é o único caso que tem preferência em relação aos trabalhadores. Indo a leilão, se os trabalhadores não tiverem garantidos os créditos o dinheiro vai todo para a Fazenda Federal. Para que isso não acontecesse nós começamos os trâmites legais em julho do ano passado” afirmou o presidente.

Ainda conforme o representante do sindicato, após o leilão que ocorreu em 26 de abril e a demissão dos trabalhadores em 02 de maio, um intenso trabalho junto a Justiça do Trabalho, com as audiências foi realizado, conseguindo fazer com que todos os acordos fossem firmados, garantindo os créditos dos trabalhadores para receber as verbas rescisórias, sendo apresentado o valor total para esse pagamento.

Após decorrido os noventa dias de prazo sem o pagamento da empresa arrematante, o sindicato reuniu os trabalhares, sendo definido aguardar os 30 dias de prorrogação do prazo. Após esse período, ficou definido uma nova reunião caso não houvesse o pagamento para novas deliberações, sendo então convidados o poder executivo, legislativo e representantes da Cotrigo, para em conjunto unir forças e discutir com os trabalhadores que tipo de ato fazer. Enquanto isso, o sindicato vai preparar a documentação para solicitar novo leilão, priorizando o valor para pagamento de verbas rescisórias.

Quanto ao leilão, Paulo Roberto dos Santos, julga que houve uma falha de não pedir um sinal de pagamento no ato. Em caso de novo leilão, a favor do sindicato, o edital deverá solicitar um sinal na hora da homologação para não surgirem novas empresas aventureiras com objetivos especulativos, como demonstrado pelos atos da empresa Ativa. Estuda-se ainda pelo assessor jurídico do sindicato tipos de ações na área cível e criminal que podem ser efetuadas contra a empresa.

“O sindicato é parceiro dos trabalhadores, mas de forma organizada e junto com as forças vivas do município na defesa dos interesses dos trabalhadores” finalizou ele.[/vc_column_text][vc_raw_html css=”.vc_custom_1567532655799{margin-left: 20px !important;}”]JTNDc2NyaXB0JTIwYXN5bmMlMjBzcmMlM0QlMjIlMkYlMkZwYWdlYWQyLmdvb2dsZXN5bmRpY2F0aW9uLmNvbSUyRnBhZ2VhZCUyRmpzJTJGYWRzYnlnb29nbGUuanMlMjIlM0UlM0MlMkZzY3JpcHQlM0UlMEElM0MlMjEtLSUyMGFudW5jaW8lMjBlbSUyMGJhaXhvJTIwZGElMjBtYXQlQzMlQTlyaWElMjAtLSUzRSUwQSUzQ2lucyUyMGNsYXNzJTNEJTIyYWRzYnlnb29nbGUlMjIlMEElMjAlMjAlMjAlMjAlMjBzdHlsZSUzRCUyMmRpc3BsYXklM0FibG9jayUyMiUwQSUyMCUyMCUyMCUyMCUyMGRhdGEtYWQtY2xpZW50JTNEJTIyY2EtcHViLTk4NDY4MjQ3MzkzMDkwMTIlMjIlMEElMjAlMjAlMjAlMjAlMjBkYXRhLWFkLXNsb3QlM0QlMjI0MTM2MTU3ODQwJTIyJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwZGF0YS1hZC1mb3JtYXQlM0QlMjJhdXRvJTIyJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwZGF0YS1mdWxsLXdpZHRoLXJlc3BvbnNpdmUlM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFJTNDJTJGaW5zJTNFJTBBJTNDc2NyaXB0JTNFJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwJTI4YWRzYnlnb29nbGUlMjAlM0QlMjB3aW5kb3cuYWRzYnlnb29nbGUlMjAlN0MlN0MlMjAlNUIlNUQlMjkucHVzaCUyOCU3QiU3RCUyOSUzQiUwQSUzQyUyRnNjcmlwdCUzRQ==[/vc_raw_html][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1567533586116{margin-left: 15px !important;}”]Após sair do portão do frigorífico o grupo faz uma passeata pelas ruas da cidade e se deslocou a prefeitura. No centro administrativo, o grupo solicitou informações acerca da situação da Cotrigo e ainda apoio da prefeitura quanto o transporte de trabalhadores que estão querendo trabalhar em outro frigorífico na cidade de Tapejara.

O assessor jurídico da prefeitura recebeu o grupo e informou que foi definido, em reunião anterior, que a prefeitura vai fazer o projeto de incentivo e enviar para apreciação da Câmara de Vereadores. O projeto deverá prever um incentivo no valor de R$ 100,00, nos moldes que é pago para os estudantes do município, com base na efetividade no trabalhador.

Encontram-se desde ontem (02), na prefeitura de Estação, fichas para interessados em trabalhar em um frigorífico no município de Tapejara.

 

Fotos: Diego Camargo/Portal Tchê[/vc_column_text][vc_masonry_media_grid grid_id=”vc_gid:1567548285687-4c0ce3da-4748-3″ include=”14885,14886,14887″ css=”.vc_custom_1567532544498{margin-left: 20px !important;}”][vc_raw_html css=”.vc_custom_1567532655799{margin-left: 20px !important;}”]JTNDc2NyaXB0JTIwYXN5bmMlMjBzcmMlM0QlMjIlMkYlMkZwYWdlYWQyLmdvb2dsZXN5bmRpY2F0aW9uLmNvbSUyRnBhZ2VhZCUyRmpzJTJGYWRzYnlnb29nbGUuanMlMjIlM0UlM0MlMkZzY3JpcHQlM0UlMEElM0MlMjEtLSUyMGFudW5jaW8lMjBlbSUyMGJhaXhvJTIwZGElMjBtYXQlQzMlQTlyaWElMjAtLSUzRSUwQSUzQ2lucyUyMGNsYXNzJTNEJTIyYWRzYnlnb29nbGUlMjIlMEElMjAlMjAlMjAlMjAlMjBzdHlsZSUzRCUyMmRpc3BsYXklM0FibG9jayUyMiUwQSUyMCUyMCUyMCUyMCUyMGRhdGEtYWQtY2xpZW50JTNEJTIyY2EtcHViLTk4NDY4MjQ3MzkzMDkwMTIlMjIlMEElMjAlMjAlMjAlMjAlMjBkYXRhLWFkLXNsb3QlM0QlMjI0MTM2MTU3ODQwJTIyJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwZGF0YS1hZC1mb3JtYXQlM0QlMjJhdXRvJTIyJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwZGF0YS1mdWxsLXdpZHRoLXJlc3BvbnNpdmUlM0QlMjJ0cnVlJTIyJTNFJTNDJTJGaW5zJTNFJTBBJTNDc2NyaXB0JTNFJTBBJTIwJTIwJTIwJTIwJTIwJTI4YWRzYnlnb29nbGUlMjAlM0QlMjB3aW5kb3cuYWRzYnlnb29nbGUlMjAlN0MlN0MlMjAlNUIlNUQlMjkucHVzaCUyOCU3QiU3RCUyOSUzQiUwQSUzQyUyRnNjcmlwdCUzRQ==[/vc_raw_html][/vc_column][/vc_row]