Cascavel é encontrada em casa no norte do RS

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Taiana Camargo

Uma cascavel resgatada pelo Batalhão Ambiental da Brigada Militar está em observação no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (HV/UPF) desde a tarde de terça-feira, 25. O animal foi encontrado em uma residência no norte do Rio Grande do Sul, em uma região onde a espécie não ocorre naturalmente, levantando a suspeita de tráfico ilegal.
Após o resgate, a serpente passou por avaliação veterinária e segue sob monitoramento até que possa ser realocada em seu habitat natural. Segundo o Instituto Butantan, a Crotalus durissus é a única espécie de cascavel encontrada no Brasil e costuma habitar áreas abertas em diversas regiões do país.

Possível tráfico de animais
De acordo com especialistas, o quadro clínico da serpente sugere que ela era mantida ilegalmente em cativeiro, possivelmente para a extração de material biológico. No Rio Grande do Sul, a criação comercial para a coleta de peçonha não é permitida, o que reforça a hipótese de que o animal tenha sido trazido de outra região.

A prática pode envolver pelo menos três crimes ambientais: tráfico de animais silvestres, porte ilegal e tráfico biológico. Além dos riscos à fauna nativa, a introdução de uma espécie não pertencente ao ecossistema local pode trazer impactos negativos, como ocorre com os javalis, considerados uma praga invasora no estado.

Risco à segurança pública
A cascavel está entre as serpentes mais perigosas do Brasil. Seu veneno pode causar danos graves à saúde humana, podendo ser fatal sem atendimento adequado. Segundo dados do Instituto Butantan, a espécie é responsável por cerca de 10% dos acidentes com serpentes no país.

Especialistas alertam sobre o aumento do interesse de pessoas sem conhecimento técnico na criação clandestina de répteis, impulsionado principalmente por conteúdos divulgados na internet. Além do risco à segurança das famílias e da comunidade, a prática compromete a vida dos próprios animais.
A serpente resgatada continuará sob cuidados veterinários até que possa ser devolvida à natureza com segurança.

 

Fonte Agora No Vale