Câmera flagra atropelamento de criança em Chapecó; vítima morreu no hospital

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Diego Camargo

Um vídeo de uma câmera de vídeo monitoramento mostra o momento exato em que um menino, identificado como Pedro Felipe Galupo, de apenas cinco anos, é atropelado na tarde deste domingo (17), em Chapecó. O acidente de trânsito foi registrado por volta das 15 horas, na rua Rua Douglas Spagnolo, no bairro Passo dos Fortes, em Chapecó. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. As imagens foram enviadas por um ouvinte do programa Som e Café News, da Rádio Oeste Capital.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, um homem de 48 anos apresentou-se como o condutor do veículo Chery/Tiggo que causou o atropelamento. Ele relatou que transitava pela rua Douglas Spagnolo sentido Leste x Oeste, quando passou em frente a uma casa e o menino saiu por trás de um veículo que estava estacionado na via. O condutor afirmou que tentou desviar o automóvel, porém não conseguiu, momento que causou o atropelamento.

O Corpo de Bombeiros informou que, ao chegar no local do acidente, a criança foi encontrada com traumatismo craniano, apresentando otorragia (hemorragia no ouvido) e parada cardíaca. Na sequência, as equipes do Samu chegaram e assumiram a ocorrência juntamente com os demais médicos presentes e efetuaram os procedimentos necessários para o transporte do menino até o hospital.

A criança foi encaminhada em estado grave ao Hospital Regional do Oeste, mas ao chegar no atendimento, já estava sem os sinais vitais.

Fonte: Clic RDC

 

Corpo de Bombeiros orienta sobre cuidados com crianças

Com a atenção dividida entre os pequenos, as atividades domésticas e o trabalho, é fundamental tomar algumas atitudes simples e redobrar a atenção com os movimentos deles para que não ocorram acidentes domésticos, como quedas, intoxicações e queimaduras. Assim, o Corpo de Bombeiros (CBM/SE) reuniu algumas recomendações para protegê-los.

No tocante às crianças, a faixa etária de maior preocupação para os pais e militares do CBM/SE é a que vai de zero a cinco anos de idade. O tenente Fabiano Queiroz explicou que nessa fase as crianças ainda estão com a coordenação motora em formação, ainda estão desenvolvendo o equilíbrio e possuem muita curiosidade sobre os objetos que as cercam. Ele destacou que um dos cuidados primordiais é em relação à altura.

“Devemos lembrar que, em adultos, o peso da cabeça equivale a mais ou menos 10% do peso corporal. Já em crianças, isso vai equivaler a mais ou menos 25% do peso corporal. Isso leva ao desequilíbrio maior por parte dessa criança. Então essa situação pode ocasionar alguns acidentes”, citou.

Nessa fase da infância, as quedas são recorrentes e, a depender da circunstância, pode gerar graves consequências. “É comum colocar a criança no berço e deixar a grade baixa. Ela tem que ficar mais ou menos na altura do peito, quando ela fica baixa, a criança, ao se pendurar na grade, o peso da cabeça vai fazer o efeito de um pêndulo, jogando ela para fora do berço, então é um acidente comum. Isso também causa alguns acidentes, como o afogamento. Em bacias, em banheiras, locais rasos, o peso da cabeça da criança pode fazer esse pêndulo, e jogar ela também para dentro desses recipientes”, frisou.

Também é necessário ter cuidado com a disposição dos móveis pela casa. “A criança tem o hábito de escalar, então quanto menos coisas tiver perto da janela, é melhor. Porque ela pode escalar essa cadeira, esse sofá, e pode vir a cair pela janela, as quais deveriam estar sempre com grades de proteção.

Mais um risco é o de intoxicação por produtos de limpeza e medicamentos, por isso, o tenente orientou que os pais e responsáveis mantenham esses produtos afastados das crianças. “Os produtos químicos geralmente são coloridos, e isso chama a atenção das crianças. Então esses devem ser guardados em locais altos, de preferência, e com uma barreira de proteção, um cadeado, uma trinca, algo que dificulte o acesso da criança”, detalhou.

Outro ambiente que exige cuidado é o da cozinha. “Outra situação que acontece muito são queimaduras na cozinha. A cozinha, de preferência, deve ser um local isolado para criança, ela não deve ter acesso. Algumas atitudes ainda devem ser tomadas, por exemplo, ao cozinhar. A alça da panela deve ficar para dentro do fogão e não para fora, pois, por causa da curiosidade, ela pode puxar aquela a panela, vindo a derramar o conteúdo por cima dela”, alertou.

O tenente Fabiano Queiroz também orientou sobre o cuidado com as tomadas na proteção dos pequenos. “Elas devem ser protegidas com aqueles tampões de tomadas, para evitar que crianças coloquem materiais metálicos e até mesmo o dedo, vindo a receber uma descarga elétrica. Fato que deve ser observado também para os carregadores de celulares e de computadores, de forma em geral. Os carregadores originais são corrente contínua, sendo necessário fechar o circuito para a passagem da energia elétrica, porém os piratas geralmente não, eles ficam passando corrente rotineiramente. Se a criança pegar esse fio e colocar na boca, pode tomar uma descarga elétrica”, pontuou.

Na rua ou em locais públicos crianças menores devem estar sempre de mãos dadas com pais ou responsáveis. A criança deve ter alguns cuidados básicos ao atravessar as ruas. Não atravessar por trás de árvores, carros, ônibus e bancas de jornais, pois pode não ser vista por um carro que está em alta velocidade. Procurar ser visto ao atravessar as ruas e utilizar sempre a faixa de pedestres.

Fonte: SSP/SE