WhatsApp: golpista se passava por mulher jovem para tirar dinheiro das vítimas

Um jornalista de Canela identificou, na última semana, um golpe utilizando as redes sociais. Ele recebeu um convite para fazer um “programa” com uma garota, através do WhatsApp. Desconfiado, passou a trocar mensagens com a suposta garota de programa, até ser direcionado a um website de acompanhantes, muito usado na Região das Hortênsias.

No site, com perfis de mais de 30 acompanhantes em Canela e Gramado, o golpista mantém uma conta falsa, se passando por uma menina de 18 anos, com telefone celular de Porto Alegre.

Após alguns dias mantendo contato pelo aplicativo de mensagens instantâneas, a garota teria pedido que o jornalista se comunicasse por áudio, pois seu aparelho estava com problema e, então, as mensagens começaram a ser trocadas desta forma.

Foi então que um homem passou a conversar com o jornalista, exigindo um depósito de R$ 600,00 para que os áudios trocados não fossem “vazados” e as “prints” das conversas de WhatsApp não fossem publicadas em redes sociais. Nas mensagens, o homem mencionava que iria fazer contato com a esposa do jornalista e ameaçava avisar os parentes da esposa que o jornalista havia tentando contratar um programa com uma acompanhante pela internet.

Após esta etapa, o golpista passou uma conta bancária da Caixa Econômica Federal, para o depósito. O jornalista identificou que esta conta fica em uma agência do Rio de Janeiro/RJ.

Com estas informações, o jornalista avisou o golpista que se tratava de uma investigação jornalística e que, além de publicar a história, uma ocorrência seria registrada, quando então cessaram as mensagens.

O perfil utilizado pelo golpista no site de acompanhantes segue no ar, tendo sido atualizado no início da madrugada desta segunda (23).

Crimes como este têm sido comuns no estado, em que vítimas, após a troca de mensagens íntimas com falsos perfis de meninas jovens, passam a ser extorquidos em valores para não terem seus nomes expostos. Em agosto deste ano, a Polícia Civil de Canela identificou um criminoso que encontra-se preso em um presídio do interior do Estado e mesmo assim praticava os golpes através das redes sociais contra vítimas de diversas cidades. A investigação apurou que os criminosos lucravam elevados valores com a prática dos crimes, sendo diários os depósitos recebidos após extorsão das vítimas.

A orientação da polícia é que usuários de redes sociais, sejam eles de qualquer idade ou gênero, mantenham sua intimidade e não troquem mensagens íntimas com recém-conhecidos, sendo este o melhor modo de evitar constrangimento e extorsão. Na maioria desses casos, os criminosos estão no interior de um presídio e passam boa parte do tempo se dedicando a procurar vítimas nas redes sociais.

Fonte: Folha de Canela