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Após defender desobrigação de máscara, Bolsonaro afirma que decisão cabe a prefeitos e governadores

Diego Camargo

Diego Camargo

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), mudou o discurso nesta sexta-feira (11), um dia depois de dizer que havia pedido ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um parecer para liberar vacinados e recuperados da Covid-19 de usar máscaras. Agora, ele disse que “não apita em nada” e que a decisão será de governadores e prefeitos.

“Quem já foi infectado e quem tomou vacina não precisa usar máscara”. Quem vai decidir é ele [ministro Queiroga], dar um o parecer. Se bem que quem decide na ponta da linha é o governador e prefeito, eu não apito nada. É ou não é? Segundo o Supremo, quem manda são eles. Nada como você estar em paz com a sua consciência”, afirmou.

Munir Ayub, membro do Comitê de Imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC, afirmou que “não existe essa possibilidade” de se prescindir do uso da máscara no atual estágio da pandemia. “Não tem nenhum sentido. É uma orientação apenas política porque não tem nenhuma justificativa médica para isso. Mesmo a pessoa que já teve ou que já foi vacinada não está livre de se reinfectar. Enquanto estiver circulando o vírus neste nível alto, não existe essa possibilidade. Neste momento é temerário”, disse em entrevista ao G1.

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no ano passado, que estados e municípios têm direito de tomar medidas para conter a pandemia, Bolsonaro alega que o governo federal foi proibido de liderar ações contra a Covid.

Ministros do STF vêm explicando que a decisão da Corte determina que a União é a responsável por coordenar as ações. Na época da decisão do STF, Bolsonaro queria derrubar medidas impostas por estados e municípios.

Fonte: Olhar Direto │ Foto: Adriano Machado/Reuters


Atriz recusa vacina da AstraZeneca no Rio de Janeiro

A atriz Fernanda Torres, de 55 anos, teria rejeitado tomar a vacina da AstraZeneca contra Covid-19, ontem (10), em um hospital do da Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a colunista Fábia Oliveira, do portal O Dia, a artista buscava se imunizar com a Pfizer.

Torres teria ido ao Hospital Municipal Rocha Maia, no bairro Botafogo, nesta quinta. A atriz, contudo, deixou o local ao saber qual imunizante que estava sendo aplicado na unidade.

A justificativa seria o medo da reação causada pela vacina produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Ela saiu em busca de outro ponto de vacinação.

Todas são eficazes

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), todas as vacinas aprovadas para uso são eficazes contra o novo coronavírus.

De acordo com o infectologista Pablo Sebastian Velho, as reações são comuns e ocorrem porque as vacinas possuem pequenas partículas dos agentes etiológicos, que são os causadores da doença que se quer evitar.

Elas podem variar conforme o modo pelo qual elas são produzidas e funcionam no organismo.

As sensações momentâneas causadas pelo imunizante Oxford/AstraZeneca, segundo o médico, acontecem pelo seu mecanismo de atuação. É que ela tem um vetor viral como componente, o que faz com que o corpo tenha que reagir à vacina duas vezes: primeiro contra esse vetor e depois contra o material genético do vírus.

Fonte: ND+ │ Foto: Facebook